Glossofobia – ou o medo de falar em público – há muito tem sido apontada como a fobia número um, com 75% da população sofrendo de alguma forma do distúrbio. Entretanto, um novo medo – nomofobia – tem crescido, e logo pode substituir a glossofobia como nosso principal medo.
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O que é nomofobia? De acordo com uma pesquisa de 2008 – feita pela agência internacional de pesquisa YouGov e financiada pelo Departamento de Telecomunicações do Correio do Reino Unido, que cunhou o termo – com 2163 adultos, a nomofobia é, supostamente, “o medo de estar excluído do contato por meio de um aparelho de comunicação móvel“, isto é, o medo de não dispor de um telefone móvel.
(Observe que a “nomofobia”, porém, não é uma fobia reconhecida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais)
De acordo com um artigo do Daily Mail, “especialistas dizem que a nomofobia afetaria mais de 53% dos usuários de telefones móveis, sendo que 48% das mulheres e 58% dos homens entrevistados admitiram ter sentindo ansiedade quando ficaram sem bateria ou crédito, perderam o celular ou ficaram sem cobertura de rede”.
Aparentemente, as descobertas da pesquisa sobre nomofobia preocuparam tanto o Correio do Reino Unido que este criou um guia de memória para nomofobia, com vários meios para se aprimorar a memória, de modo a não perder o telefone.
Um artigo recente do Daily Mail reporta que a nomofobia afeta 66% da população adulta do Reino Unido. Os sinais da nomofobia, de acordo com o Daily Mail, são:
O Daily Mail cita uma pesquisa de 2012, feita pela empresa de segurança SecurEnvoy, que afirma que jovens entre 18 e 24 anos são os mais nomofóbicos (77%) , enquanto aqueles entre 25 e 34 anos estão em segundo lugar (68%); e 41% dos pesquisados carregam dois ou mais telefones para se assegurar de que nunca perderão o contato.
Além disso, o relatório sustenta que, em média, as pessoas conferem seu telefone 34 vezes por dia (em comparação, o artigo do New York Times cita estudo de 2008 que relata que um típico profissional da informação confere seus emails mais de 50 vezes por dia).
SecurEnvoy realizou o estudo em parte para averiguar quão importante é garantir a segurança do telefone, no caso de serem roubados ou perdidos, o que aparentemente acontece com grande frequência. Como esperado, 46% dos pesquisados não usam nenhum tipo de segurança em seus telefones, enquanto 41% usam código de acesso de 4 dígitos, 10% encriptam seus telefones e os 3% restantes usam tecnologia de autenticação de dois fatores.
Então, você sofre de nomofobia? A sua nomofobia também se estende para outros dispositivos móveis (iPadfobia e Kindofobia)?
* Robert N. Charette escreveu o artigo para o Ieee, maior organização técnico-profissional do mundo, que se dedica ao desenvolvimento da tecnologia para o benefício da humanidade. Por meio de suas publicações, usadas amplamente como referência, conferências, padrões tecnológicos, e atividades profissionais e educacionais, Ieee é uma fonte confiável em várias especialidades, desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações a engenharia biomédica, energia elétrica e eletrônicos de consumo. Saiba mais em http://www.ieee.org.
**O artigo foi originalmente publicado na IEEE Spectrum em maio de 2012
***As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação
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