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Artigo: assistiremos a morte do desktop e notebook

Tenho dedicado boa parte do meu tempo, e já faz alguns anos, para acompanhar, entender e implementar novas tecnologias. Principalmente, as tecnologias que podem ser transferidas ao melhor custo benefício. E a virtualização, sem dúvida alguma, é a melhor delas.

Assistindo a toda essa revolução tecnológica que está acontecendo pelo mundo, olho para o meu computador de mesa (desktop) e para meu notebook, ambos apresentando sinais de cansaço, e fico pensando no novo investimento a ser feito para continuar este upgrade sem fim.

Recebo diariamente dezenas de ofertas e muitas delas correspondem ao meu perfil, no entanto, vejo que algumas são comuns a todas as pessoas,principalmente,os de grandes magazines.A maioria delas traz basicamente ofertas de TVs, desktops e notebooks e entendo que as pesquisas ainda apontam para o vasto mercado de pessoas que não adquiriram ou precisam trocar estes aparelhos. Sei também que existem milhares de lares que desejam ter seu primeiro computador, mas a pergunta que permanece é: será que eles estão acertando o alvo?

Não é novidade que a venda de Notebooks supera as de desktop ano após ano e, apesar de alguns já terem decretado a morte do desktop, isso ainda deve demorar muitos anos, mas será inevitável. Sei que os entusiastas não querem admitir isso, sei que a paixão por algo pode deixar as pessoas cegas, mas os fatos são claros e a tendência mostra claramente que o desktop não faz mais sentido.

É obvio que existem milhões de computadores no mundo e por isso vai demorar muito até não vermos mais aquelas caixas de metal pesadas e barulhentas em cima das mesas ou aos nossos pés. Para uma tecnologia ser sucateada e desaparecer do mercado, geralmente esta relacionada ao substituto que oferecem em seu lugar e, consequentemente, a rapidez para que ela não seja mais consumida está ligada ao preço,que é oferecido pelo seu substituto ao mercado das classes C e D.

Isto fica bem claro quando comparamos a evolução VHS, DVD e Blu-ray. Não podemos esquecer as tecnologias que resistem ao tempo como é o caso do CD, isto porque ele se manteve compatível com os leitores de DVD e sua mídia é extremamente barata fazendo com que a indústria ainda tenha interesse em continuar a produzi-lo.

Sabemos que é difícil uma pessoa comprar um player de CD que não seja compatível com músicas em MP3, mas quanto tempo o CD irá resistir pode ser a resposta para a vida dos desktops. Os desktops começaram a sofrer uma derrota cruel quando enfrentados pelos notebooks e netbooks, piorou com o lançamento dos tablets e videogames de última geração. E agora com as últimas barreiras que faltavam, que são a entrega de aceleração gráfica em máquinas virtuais e a oferta de internet banda larga, ficou difícil argumentar o motivo para que seja feito um upgrade ou comprado um desktop, principalmente no mercado empresarial.

A maioria ainda não faz as contas completas de manutenção de um desktop, para muitos basta comprá-lo com o sistema operacional instalado, ligar na tomada e pronto! Mas aí é que os problemas começam. O sistema operacional não é correto, os aplicativos necessários não estão instalados, a internet não funciona, não possui antivírus, não está atualizado, precisam ser instalados e configurados os aplicativos de negócios, isso sem contar o trabalho que ele vai gerar em sua vida útil.

Atualmente, já temos a disposição sistemas que são criados na nuvem, simplesmente ao gosto do usuário. Até as licenças de uso deixaram de ser uma preocupação. Elas podem ser compartilhadas conforme o usuário esteja utilizado, ninguém fica com uma planilha aberta o tempo todo. O que os usuários precisam de fato? Um monitor, teclado e mouse e definitivamente um sistema operacional que sirva ao seu propósito, seja acessar e-mails, compartilhar fotos ou digitar textos.

O propósito aqui não é mostrar o fim ou a continuação dos desktops e sim reposicioná-lo ou redefinir suas características. Difícil crer que os fabricantes de processadores deixarão de investir pesado em pesquisa e desenvolvimento para criação de novos computadores. A verdade é que a consciência verde, a preocupação com gastos de energia e espaço, está ficando no topo da lista, e não me espantarei se seu atual desktop couber em seu bolso.

*Humberto A. Izabela possui 20 anos de experiência na área de tecnologia da informação, sendo dez deles focados na informatização de pequena e médias empresas. Criador do software Empresário trabalhou na informatização, consultoria e suporte para mais de 30 mil empresas junto com o Sebrae-SP, MG e PR e também com a Federação do Comércio de São Paulo. Atualmente é diretor da Promisys Soluções em Informática produtora do Software de gestão ERP Easiness é também especialistas para pequenas e médias empresas pela Microsoft e silver solution advisor pela Citrix.

**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

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