Categories: Notícias

“Aqui que está o dinheiro”, diz Intel sobre mercado de servidores

Apesar de subir ao palco para sua apresentação no Intel Solutions Summit (ISS 2013) com certa empolgação, CJ Bruno, vice-presidente e gerente geral da fabricante para América Latina, não escondeu que o ano de 2012 foi difícil para a companhia e para o mercado de TI como um todo. “O ambiente não estava fácil economicamente. E o que acontece em momentos como esse? Os clientes seguram os gastos. Vemos muitos produtos no mercado que não são baseados em Intel e isso certamente tem um impacto no mercado e no nosso negócio”, comentou.

Assine a newsletter da CRN.com.br

Siga a CRN.com.br no Twitter

Curta a Fan Page da CRN.com.br

O encontro reuniu parceiros do continente americano entre os dias 19 e 22 de março em Los Angeles (Estados Unidos). Apesar do cenário, o executivo fez questão de comemorar o desempenho dos parceiros das Américas do Norte e Latina.

A linha de processadores Core está em 70% do mercado, explicou CJ Bruno, com parceiros latino americanos crescendo sua proporção em 10%. No caso de processadores de servidores Xeon, o avanço foi de 5%, enquanto que o de SSDs foi de duas vezes. O volume de SSD foi expandido em duas vezes.

A companhia informou que, em 2012, no caso de silícios para servidores, a companhia mantinha 95% de um mercado de 10 bilhões de dólares. Já em silícios para data center, a participação era de 35% em um ambiente de 32 bilhões de dólares.

“As tendências de data center são cloud computing, big data e HPC [High Performance Computing, ou Computação de Alto Desempenho]. E é aqui que está o dinheiro, a eficiência em negócio e para onde vão os investimentos em marketing. E nós somos os provedores da tecnologia que permite que pequenos e grandes negócios sigam esta tendência”, comentou.

“Os data centers são um mercado para ganhar. Pegue o portfólio completo e não esqueça-se de que há um enorme crescimento potencial”, clamou, detalhando que o foco é que os parceiros tenham dois experts no tema em sua companhia.

Novos consumidores

“Vamos adicionar uma gama de consumidores. A nova classe de dispositivos está apenas começando, haverá telas [touch] por todos os lugares. Essas oportunidades são reais”, afirmou, referindo-se ao lançamento de uma nova categoria de ultrabooks híbridos, na qual o conceito de tablet e de notebook se confunde. “A nossa estratégia é vencer em mobilidade e crescer em data center”, ponderou.

Sobre servidores, o executivo lembrou que a meta da  fabricante era dobrar suas ofertas para esse segmento entre 2000 e 2010 – o que, segundo ele, foi cumprido. A meta agora é fazer o mesmo até 2015.

*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da Intel

 

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

15 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

18 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

20 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago