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Apple terminou 2019 com a maior receita trimestral de sua história

Há pouco mais de um ano, Tim Cook escreveu uma carta aos investidores da Apple informando que a empresa precisou revisar para baixo suas estimativas de venda por acreditar que, a partir de agora, lidaria com uma diminuição progressiva de vendas de iPhone, o que a curto prazo geraria uma receita menor para a companhia. 

Apesar de a previsão do executivo ser bem cabível no futuro, os resultados divulgados pela empresa de Cupertino no começo da noite desta terça (28) mostram que os dispositivos da marca ainda estão muito presentes no imaginário de consumo das pessoas: a empresa teve a maior receita trimestral da história, faturando a soma de US$ 91,8 bilhões de receita. 

“Estamos entusiasmados em informar a maior receita trimestral da Apple, impulsionada pela forte demanda por nossos modelos iPhone 11 e iPhone 11 Pro e por todos os tempos de Serviços e Acessórios”, afirmou o Cook em comunicado para o público. Dentre todo o balanço financeiro, as vendas internacionais representaram 61% da receita gerada. 

Destaques

Lendo o balanço condensado da empresa, é possível notar três áreas que obtiveram crescimento no faturamento:   

  • a linha iPhone, que gerou US$ 55,9 bilhões em vendas (contra US$ 51,9 bilhões no mesmo período de 2018), crescimento de 8%;
  • a divisão de de vestíveis, como os iWatches e os queridinhos AirPods, que faturou US$ 10,1 bilhões (contra US$ 7,3 bilhões em 2018);
  • e a vertical de serviços (como o novo Apple TV+), que levantou US$ 12,7 bilhões (contra US$ 10,8 bilhões no último balanço sobre o mesmo período).

Por conta dos bons resultados, as ações da companhia subirem mais de 2% após o fechamento do pregão da Nasdaq, sendo avaliada em US$ 1,4 trilhão. Valor acima dos atual US$ 1,2 trilhão da Microsoft 

Mas nem todas as verticais de produto se superaram durante o final de ano: a divisão do iPad (que acabou de completar dez anos) teve redução de 11% nareceita. O mesmo aconteceu com as vendas da divisão de computadores Mac, que caiu 3,4% em comparação com o final do ano de 2018. 

Ameaça do coronavírus

Praticamente desde o início da construção dos iPhones, a Apple confiou a fabricação de seu produto a empresas  como operação na China (em especial a taiwanesa Foxconn). A companhia conta com 10 mil empregados diretos dentro do país e executivos dos EUA viagem frequentemente ao local para acompanhar o andamento da produção. 

Mas uma possível expansão do coronavírus (que já inflingiu mais de 100 mortes dentro da China e mais de 4,5 mil casos reportados mundialmente) pode atingir fornecedores da empresa e comprometer seu fluxo de curto e médio prazo de produção, com destaque para a linha de iPhones com preços mais acessíveis, que a empresa quer lançar ainda no começo do ano. 

Em comunicado, a Foxconn (que tem como uma sede uma cidade distante do foco do coronavírus) informou que não pretende paralisar o ritmo de produção de nenhuma de suas divisões e que está trabalhando junto com o governo chinês no esforço para que o vírus não chegue à sua região. 

Durante a conferência com investidores, Tim Cook informou que a companhia está monitorando o andamento da doença na China para entender se haverá a necessidade de algum ajuste com relação a prazos. 

*Com informações do Gizmodo e The Verge

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