Equipe pequena e orçamento enxuto. O resultado desta equação todos conhecem: muito trabalho e pressão. Para fugir desta realidade, resta investir na criatividade e apostar em iniciativas que reduzem a complexidade do departamento. E é com este pensamento que Cristiano Baez, responsável pela TI da indústria de plásticos Herc, sediada no Rio Grande do Sul, tem levado a vida. Seu mais recente trabalho envolveu um projeto para virtualização de desktop. Embora tenha havido resistência das áreas de negócio no início, os resultados iniciais trazem satisfação e já liberam a TI para questões mais complexas.
?Uma grande diferença é que, em vez de apostar em TI que instala máquinas, passaremos a focar em soluções mais complexas. Essa virada da TI de CPD para algo que é o negócio da empresa é o principal ponto?, comenta Baez, que lidera uma equipe de oito pessoas e deixava um profissional exclusivamente dedicado à troca e instalação de equipamentos.
A história com virtualização na Herc começou há uns dois anos quando a TI optou por virtualizar os servidores. Era uma forma de acompanhar o crescimento da empresa que, em anos fortes, chega a expandir os negócios em 30%. Mas o orçamento curto, aliado à dificuldade de convencer a diretoria em investir na compra de máquinas para melhorar o desempenho dos funcionários, levou a TI a pensar na possibilidade de virtualizar os desktops e iniciar tal iniciativa na segunda metade de 2011.
Inicialmente, como lembra Baez, as áreas de negócios não gostaram da ideia, por experiências passadas não muito felizes com os conhecidos terminais burros. Mas com o suporte da diretoria, o projeto andou. E hoje, como observa a TI, os funcionários estão mais contentes do que com os ambientes anteriores. Medir quanto melhorou o desempenho é complicado, já que cada departamento tinha máquinas diferentes e com configurações variadas. Agora, todos estão em sintonia.
?Levamos o desktop real na tela do usuário. O projeto total será finalizado neste mês (janeiro/2012)?, frisa Baez, que virtualizou 80 estações. O executivo não revelou os custos, mas lembra que tudo terceirizado com a provedora local Computéknica, eles oferecem tanto as licenças VMware (fabricante escolhido) como os thin clients.
Questionado sobre a escolha da tecnologia, Baez informa que chegou a avaliar as soluções de Microsoft, Red Hat e Citrix. Entretanto, como já utilizava VMware nos servidores, optou pelo mesmo fabricante. Pesaram ainda suporte e facilidade de configuração.
O projeto em si, como revela Baez, não foi tão complexo. A dificuldade enfrentada esteve localizada em oferecer recursos de áudio e vídeo com a mesma qualidade de um desktop tradicional. ?E quando avaliamos, o problema estava em nossa infraestrutura, que não estava preparada para virtualização. Fizemos a adaptação necessária. No campo de configuração, contamos com ajuda do suporte da própria VMWare.?
SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…
por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…