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Apenas um terço das empresas de serviços realmente aproveitam o ERP

As empresas brasileiras do setor de prestação de serviços têm pela frente o desafio de avançar na adoção de ERPs e outras tecnologias. Somente um terço dos prestadores de serviços acredita que extrai o potencial máximo dessas soluções, indica o Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) de Prestadores de Serviços, encomendado pela TOTVS e conduzido pela H2R Pesquisas Avançadas.

O mapeamento analisa as empresas do setor com base em seis categorias: segurança e limpeza, locação de equipamentos, TI e telecomunicações, terceirização de serviços administrativos (BPO), assistência técnica e transporte rodoviário de passageiros. No geral, os dados apontam para uma carência no uso de sistemas de gestão (ERP) e de ferramentas complementares para a coleta e análise de informações que apoiem as tomadas de decisões no negócio.

Dentre as empresas entrevistadas, 91% afirmam ter agilizado totalmente ou muito os seus processos internos, 88% alcançaram mais rapidez para tomadas de decisão e 87% enxergam um aumento da produtividade dos funcionários. Além disso, 78% informaram a redução de custos na administração e pessoal.

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De acordo com Eduardo Pires, diretor do segmento de prestadores de serviços da TOTVS, o índice evidencia como a implementação integrada de sistemas de gestão empresarial pode aumentar a produtividade, principalmente em áreas administrativas do negócio. “Observamos que os ERPs combinados a soluções e tecnologias complementares para a automatização de processos internos trazem diversos ganhos para os negócios”.

Da amostra geral, 23% das organizações alcançaram uma avaliação superior a 0,75 no índice. Em comum, elas possuem ERPs implementados em todas as áreas e processos, o que gera um importante impacto positivo na produtividade dos negócios. No entanto, 15% encontram-se ainda no primeiro quartil. O índice médio de adoção de sistemas de gestão no setor é de 0,54.

Os dados sugerem ser comum a utilização do ERP por área, sendo as principais financeira e faturamento (ambas com 77%, cada), bem como na gestão de operações e contratos (ambas com 70%, cada).

Já a adoção de sistemas complementares é realidade para metade das participantes, com destaque para data centers (72%), sistemas de segurança da informação (68%) e sistemas relativos à gestão de documentos, processos e clientes (50%).

No recorte por segmento, locação de equipamentos obteve a média mais alta do índice, de 0,61; seguido por segurança e limpeza, com 0,56. Enquanto os demais segmentos ficaram acima da média (0,5), a terceirização de serviços administrativos – BPO teve o pior desempenho, com 0,38.

“Empresas de BPO, em sua maioria, são focadas na terceirização e gestão de serviços específicos, como contabilidade, financeiro e recursos humanos. Por isso, a média no IPT pode ter ficado baixa, uma vez que essas empresas utilizam apenas os ERPs necessários para oferecer seus serviços aos clientes. Ao contrário do segmento de locação de equipamentos, que lida com produtos de alto valor agregado e exigem sistemas de informação para a gestão e controle de compras, contratos e operações”, explica o executivo.

A pesquisa entrevistou 530 empresas nacionais e multinacionais do setor, com faturamento igual ou maior a R$ 5 milhões, de outubro de 2020 a março de 2021.

 

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