A falta de planos mais eficazes para amenizar os impactos da crise revelou que o conselho de administração e os comitês de auditoria deveriam questionar a gestão das empresas de forma mais rigorosa quanto a políticas de risco. A conclusão, de um estudo global da Ernst & Young, é de que somente 13% dos membros de comitês de auditoria classificaram a gestão de risco da empresa como eficaz, enquanto 76% alegaram que sua função havia se tornado mais desafiadora nos últimos 18 meses.
Quatro em cada dez companhias questionadas esperavam aumentar recursos para essa área, enquanto 85% delas estavam planejando melhorar o alinhamento entre a estratégia e os objetivos do negócio. No total, 84% tinham planos de melhorar o processo de avaliação de riscos.
“Muitas organizações precisam melhorar sua supervisão da gestão de riscos. O escopo observado pelos conselhos de administração e comitês de auditoria está aumentando, e isso impacta o desempenho da companhia como um todo. É necessário que a função de risco não seja simplesmente mais um exercício burocrático de conformidade”, afirmou Antonio Cocurullo, diretor da Ernst & Young no Brasil.
Liquidez
Questões sobre liquidez ainda são a principal preocupação das companhias, já que os bancos continuam a impor políticas de financiamento rígidas, segundo a consultoria. Ao mesmo tempo, os investidores e outras partes interessadas estão exigindo informações mais claras sobre a gestão de ativos financeiros e tomadas de decisão, principalmente com relação a governança corporativa, gestão de riscos e avaliações de mercado.
“O ano passado evidenciou uma vez mais o quanto eventos externos são suscetíveis de se transformar em desafios financeiros concretos para as corporações. Por isso, o trabalho em conjunto dos comitês e administrações é necessário para planejar alternativas e minimizar tais riscos” conclui Cocurullo.
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