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Anonymous invade novamente dados de policiais

O grupo Anonymous, conhecido como AntiSec, lançou no final de semana (06 e 07/08) uma série de arquivos relacionados a organizações de  aplicação da lei nos Estados Unidos, bem como da Colômbia e do Equador, enquanto desfigurava sites e páginas de mídia social pertencentes ao governo da Síria e Colômbia.

No sábado (06/08), o grupo subiu um arquivo de 7,4 GB chamado de “Shooting the Sheriffs”, por meio do BitTorrent, contendo mais de 300 e-mails de 56 diferentes domínios de aplicações da lei, mais de sete mil detalhes pessoais de xerifes do Missouri (usernames, senhas, endereço da casa, número de telefone e número de segurança social), bem como arquivos de treinamento de policiais e a lista de 60 pessoas que alimentavam dicas relacionadas aos Anonymous em uma hotline.

Segundo o resumo do arquivo, o frupo fez “ isso em solidariedade com os réus da Topiary e o Anonymous PayPal LOIC, bem como os outros prisioneiros políticos que estão enfrentando a arma torta do sistema judicial”.

No mês passado o FBI realizou inúmeras prisões relacionadas a esse ataque. No ataque realizado pelo grupo contra o PayPal, os membros da AntiSec obtiveram os dados a partir de sites gerenciados pela Brooks-Jeffrey Marketing (BJM). De acordo com a postagem da AntiSec foi explorada uma vulnerabilidade no servidor da BJM para ganhar acesso e copiar os dados. Tudo foi feito em 24 horas.

Foi noticiado que a BJM descobriu no mês passado que vários sites de aplicações da lei que a empresa hospedava haviam sido violados. As páginas foram tiradas do ar e o FBI foi avisado. Mas segundo a postagem da AntiSec, a BJM falhou em consertar a base da vulnerabilidade ou em erradicar o código de invasão antes de colocá-los de volto no ar.

A AntiSec disse que isso também criou uma back door no armazenamento online de BJM, onde foi possível capturar números de cartão de crédito e usá-los para fazer “doações involuntárias para a ACLU, para a Eletronic Freedom Foundation e para a Bradley Manning Support Network”.

Além das atividades relacionadas à BJM, durante o fim de semana, o grupo também invadiu o site do Ministério de Defesa da Síria, para protestar contra uma tomada de ação do governo contra protestantes, enquanto um grupo denominado “LulzSec Brazil” vazava 8GB de dados da polícia federal. Nesse meio tempo, o AntiSec também se responsabilizava por invadir as contas do Facebook e Twitter pertencentes a German Vargas Lleras, ministro do interior da Colômbia, para protestar contra um nova lei de direitos autorais. O grupo também liberou informação de cerca de 45 mil policiais no Equador após a ameaça de processo aos participantes da Anonymous.

A polícia britânica declarou por meio do TweetDeck que as investigações com a LulzSec e o Anonymous continuam e alertou que o lançamento de ataques DDoS para ou contra a Inglaterra, é ilegal.

 

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