O ano de 2012 será marcado pela explosão do mercado de análise de Big Data – que leva em consideração dados armazenados pela própria companhia e aqueles relevantes que estão na internet como um todo – no Brasil e no mundo. A afirmação foi feita pela líder de Business Analytics e Optimization da IBM no Brasil, Katia Vaskys, durante o Information On Demand (IOD), evento realizado em Las Vegas (Nevada, EUA) pela IBM nesta semana.
De acordo com Kátia, ainda não há, no Brasil, nenhum cliente referente a tal produto. No mundo, a adoção do conceito caminha na mesma velocidade. “As empresas que começaram a adotar o Big Data ainda estão focadas nas informações presentes na companhia, ainda não ultrapassaram para fora da empresa, na internet”, explicou.
A aposta da IBM no tema é muito forte. Hoje, a área de Analytics da empresa soma US$ 10 bilhões. A perspectiva é chegar a US$ bilhões em 2015, com ajuda do conceito de Big Data e supercomputação analítica e reativa, baseada no software de inteligência artificial Watson. “Vieram mais de cem clientes do Brasil ao IOD, imagino que eles voltarão para casa com bastante informação”, ponderou a executiva.
O mundo caminha na mesma atuada. “Tínhamos uma sensação de que estavamos atrás do mundo, que os Estados Unidos estão mais avançados. Mas tudo o que se relaciona a inteligência analítica é muito novo – e muito novo globalmente. Então não existe uma região geográfica mais avançada”, avaliou Katia.
O que, segundo a executiva e Marcela Vairo, executiva de Information Management, diferencia neste quesito são segmentos da economia, que por já estarem em um nível superior de governança de TI como um todo se mostram potenciais primeiros clientes. “O segmento financeiro e de Telecom já estão muito mais maduros, passaram pela etapa de BI”, explicou.
A executiva adicionou que muito mais do que porte de empresa, o foco do Big Data é quantidade de dados com os quais a companhia tem de lidar. “Uma siderúrgica enorme que tem quantidade de clientes e produtos pequena, pode usar para pesquisa, mas dependendo de seu foco, a demanda pela solução não será tão forte. Por outro lado, empresas médias e pequenas que tiverem de cruzar muitos dados são clientes em potencial”, pontuou.
De acordo com Marcela, a velocidade com a qual mudam as informações com as quais a empresa tem de lidar também é fator determinante para a necessidade de uso do Big Data. “Aqui, nos Estados Unidos, falaram muito em usar informações analíticas para reduzir custos e despesas. O cenário brasileiro é diferente: crescer e desenvolver mercado”, finalizou.
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