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Análise: mesmo com novos produtos, clientes da RIM ainda estão inseguros

A Research In Motion perdeu uma oportunidade de ouro, durante o DevCon, para voltar devolver a segurança aos usuários após a queda de rede do BlackBerry no começo do mês. Em vez de reassegurar os desenvolvedores e clientes sobre a viabilidade de sua rede e revelar os detalhes de seu novo sistema operacional BBX e software multiplataforma de gerenciamento de dispositivo móvel, a RIM apenas recapitulou as desculpas da semana anterior. Os clientes querem respostas objetivas e não apps gratuitos.

A empresa já foi uma pioneira, nos dias em que fazia sentido para as companhias terem um provedor de serviços entre seus telefones móveis e e-mail. A proposta era que o RIM NOC estivesse disponível 99,999% do tempo – seus servidores não precisavam ficar ligados todo o tempo. Também havia o argumento de não construir um grande cluster de e-mail, e deixar que a RIM fizesse isso. Na época, os padrões para restauração de e-mail eram inseguros. Então “BlackBerry as a service” era uma boa escolha para a maioria das empresas.

Mas o sistema de e-mail de hoje, tanto para desktops quanto para dispositivos móveis, devem ficar disponíveis o tempo todo. Se uma organização escolhe fazer o e-mail in-house ou na nuvem, tratar de forma diferente o e-mail móvel do padrão para PCs não faz mais sentido. E a menos que a RIM tenha algo interessante a dizer sobre a reestrutura de fornecimento de e-mails após a sua queda, poucos consumidores irão acreditar em sua proposta de alta disponibilidade.

O ActiveSync, da Microsoft – licenciada para múltiplos parceiros, incluindo o Google e a Apple – está acabando com o velho modelo da RIM. Esse canal de comunicação (que usa SSL com base em PKI) é seguro o suficiente e está ganhando espaço em muitas empresas, permitindo que a TI sancione e ajuste os populares dispositivos iPhones e Androids para trabalhar com e-mail.

As áreas de TI e o setor de orçamento ficam felizes em se livrar da constante gasto adicional com treinamento do BlackBerry e passar a conectar seus usuários com o ActiveSync, que vem sem custo adicional. Os recursos adicionais de segurança necessários – tal como a habilidade de deletar dados dos dispositivos remotamente e forçar os usuários a configurar um PIN – estão disponíveis diretamente por meio do módulo do servidor do Outlook Mobile Access.

Claro que a segurança da BlackBerry Enterprise Server ainda oferece às empresas algum valor. Alguns problemas com o mercado Android e seus malwares, juntamente com o desconforto com os usuários tratando iPhones como suas próprias lojas de aplicativos pessoais, leva muitas organizações de TI a adotar um software gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), geralmente um custo no mesmo padrão do licenciamento da RIM. Eles estão trocando um topo de custo por outro.

A questão é a seguinte: A RIM oferece uma proposta mais tentadora quando comparada com os competidores MDM?

O software MDM da RIM – o Balance – dá suporte tanta à plataforma iPhone quanto para o Android. Possui os mesmo recursos de segurança da BlackBerry Enterprise Server, mas disponível para outros dispositivos. E fornece um modelo de separação de dados da empresa e dados pessoais. As empresas se deixarão seduzir por essa proposta?

Há dois tipos de clientes a se considerar: aqueles que usam os dispositivos RIM e os com dispositivos de outros plataformas.

A RIM tem a chance de conquistar clientes. A questão é se a empresa irá abordar adequadamente os problemas de arquitetura de rede que interrompeu seu serviço BlackBerry por vários dias. Até agora – e já se passou mais de uma semana – não tem inspirado muita confiança.

É necessário que consiga. Os clientes que já adotaram dispositivos iPhone e/ou Android para um porção significativa de seus esforços móveis não irão adotar o MDM da RIM. A empresa chegou tarde no jogo da multiplataforma MDM já que a maioria dos clientes já escolheu seu modelo.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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