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Análise: cloud é uma questão de perspectiva

Na mais recente pesquisa sobre computação em nuvem de InformationWeek EUA, olhamos as percepções e expectativas para cloud com base na função dos entrevistados. Separamos a comunidade de TI em gerentes seniores, médio e analistas em geral com o objetivo de entender como cada tipo de profissional enxergava este último fenômeno da TI. Encontramos diferentes visões sobre a adoção, mas algo muito similar sobre os efeitos na tecnologia da informação.

Os achados mais interessantes vieram da resposta à primeira questão: “sua organização utiliza ou planeha usar serviços em nuvem nos próximos 24 meses?” Enquanto 40% dos gestores pensavam que suas empresas usavam, apenas 30% da gerência média e 20% do staff em geral tinham essa percepção. Diante disso, não é surpresa alguma que os percentuais sobre adoção futura se inverteram: 12% em alta gerência, 22% gerência média e 39% staff em geral.

Embora esperássemos divergências entre os grupos, não imaginávamos que seria algo tão distante. Isso pode ocorrer porque os funcionários de forma geral não estariam a par dos aplicativos de software como serviço em uso nas diversas áreas da empresa. Mas, ainda assim, fico em dúvida sobre o porcentual de alta gerência que vê sua empresa no mundo de cloud computing.

É como se as definições para serviços de cloud fossem diferentes. Enquanto os analistas em geral pensam nesta modalidade como substituição das atuais funções de TI ou aplicações e os gestores olham como substituições e ampliar. Observamos essas respostas ao questionarmos sobre software como serviços, plataforma como serviço e infraestrutura como serviço.

Apesar das diferentes percepções sobre o uso de computação em nuvem, esses três grupos estão em relativo acordo que a nuvem terá pouco efeito nas equipes e orçamentos nos próximos 24 meses. A maioria desses profissionais vê pouca ou nenhuma mudança.

Está ficando claro que a computação em nuvem não será uma tecnologia disruptiva, ao menos não por sua definição clássica, onde a ruptura radical reduz o custo dos produtos. Em tempo, o valor de cloud é que ela oferece aos departamentos de TI a possibilidade de fazer mais com praticamente os mesmos recursos.

Os profissionais, pela natureza do trabalho, veem os detalhes sórdidos e têm um momento mais difícil que os gestores. É por isso que eles veem menos oportunidades com a computação em nuvem. Ainda é assim, não é uma boa antecipar e se planejar para esses detalhes que resultam em atraso de projeto e retorno de custos. Hoje, o que se pode dizer, é que não há razão para não aprovar um projeto de cloud, mas é preciso analisar o valor e o custo e compartilhar esses pensamentos com os participantes da elaboração do projeto.

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