Analfabetismo de dados: saiba o que é e como afeta sua empresa

Segundo informações da Cisco, apenas a internet brasileira deve superar a marca de 4,4 exabytes trafegados por mês – cada exabyte corresponde a 1 bilhão de gigabytes, algo equivalente a 733 bilhões de fotos em alta resolução (com 6 MB cada).

À medida em que esse número cresce, a necessidade de análise desse montante de informações aumenta, alerta Marcelo Rezende, country manager da Qlik no Brasil. A grande questão é que investir em softwares e equipes de cientistas é apenas uma parte do processo, observa ele.

Segundo o executivo, uma parte bastante importante, mas que não resolve integralmente a necessidade de analisar todas as informações que chegam, muito menos aplicá-las ao dia a dia dos executivos de negócios em tempo hábil. “Por isso, todos os colaboradores da empresa precisam ser alfabetizados e inseridos na cultura dos dados. Só quem conhece a própria operação e seu dia a dia saberá tirar o maior proveito possível das informações.”

O que é alfabetização de dados?

A alfabetização em dados, nada mais é do que ser capaz de ler, trabalhar, analisar e argumentar com dados. As companhias precisam investir nessa alfabetização para melhorar sua gestão, controle e tomada de decisão. Dessa forma, todo o trabalho será baseado em informações concretas e confiáveis, não apenas em intuição ou análises parciais.

Em empresa alfabetizada em dados, essa cultura deve permear todas as unidades de negócios, equipes, líderes e alta gestão – cada um com suas especificidades. A equipe de Vendas, por exemplo, não precisa saber como estão os estoques de Compras e Suprimentos e vice-versa.

É preciso mais que um único time de analistas para compreender as necessidades específicas de cada área ou dar conta de desenvolver todas as análises necessárias. E aí torna-se imprescindível desenvolver o olhar analítico de todos os colaboradores. Dessa forma, cada área poderá avaliar e aproveitar os dados que lhe interessam da melhor forma possível.

Como construir uma cultura de dados?

Rezende alerta que o segredo para construir essa cultura de dados é, além de treinamentos, inserir no dia a dia dos colaboradores uma plataforma que os permita desenvolver suas próprias análises, de forma simples e sem a necessidade de conhecimentos técnicos.

Ao colocar a mão na massa, o time começa a perceber o valor dos dados até que eles se tornem parte do dia a dia. Num mundo que, em breve, será totalmente movido a informação, ter um time “analfabeto” pode criar um grande distanciamento do novo e próximo futuro da economia analítica.

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