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América Latina pode gerar 32 exabytes de tráfego IP em 2012

Até 2012, a América Latina deve ultrapassar a marca de 32 bilhões de gigabytes, ou 32 exabytes de tráfego IP gerado por mês, uma taxa anual composta (CAGR) de 61%, segundo estimativas da fabricante Cisco. Mundialmente, o tráfego deve chegar a 44 exabytes por mês, contra menos de quatro utilizados em 2007.

Para efeito de comparação, 2 exabytes representam todo o volume de informação gerado no ano de 1999. Já cinco exabytes, representam a quantidade de palavras já faladas pela raça humana.

“É claro que a região sai de uma base menor”, destacou Pedro Ripper, presidente da empresa no Brasil. “Mas o crescimento é muito forte”, completou. Acompanhada pela Europa Oriental e a região da Ásia-Pacífico, a América Latina liderará o crescimento do tráfego de internet nos próximos cinco anos principalmente por conta do rápido aumento da penetração do acesso e à chegada de conexões de alta velocidade no âmbito educacional e empresarial.

No que diz respeito ao tráfego de dados móveis, a perspectiva e de que ele dobrará a cada ano, partindo de zero ao mês em 2006, para 271 petabytes (um milhão de gigabytes) em cinco anos.

O desenvolvimento do vídeo online deve ser um grande impulsionador do movimento tanto local, quanto globalmente. Na América Latina, o crescimento, inculado à IPTV e ao vídeo sob demanda (VoD), será de mais de 68%. No mundo, a previsão é de que estes itens, somadas ao vídeo peer-to-peer, e o vídeo pela internet, sejam responsáveis por 90% do consumo IP até 2012. “Em 2010, só a Telepresença da Cisco deve representar mais do que todo o tráfego da internet nos Estados Unidos em 2000”, de acordo com Ripper. O executivo acredita ainda, que nos próximos dois anos, o produto deve chegar às casas das pessoas, integrado a um set top box.

Tanto crescimento traz um desafio muito grande para os provedores tradicionais, que deverão repensar seus modelos de negócio por conta da redução do tráfego de voz, e da entrada de novos players no mercado, como o Google. “Dois cenários possíveis são: os consumidores terão vontade de pagar um extra pelo conteúdo, e os players criarão um ambiente de co-opetição; e o em que eles não vão querer pagar, e o mercado pode virar um monopólio regulado”, avaliou Ripper. Para ele, o que vai influenciar isso é a velocidade com que as mudanças irão acontecer nos próximos anos. “A atual crise pode reduzir a velocidade dos investimentos já que o crédito está mais escasso, o que dará tempo às empresas de se adaptarem”. O executivo acredita, no entanto, que com o aumento da demanda, não deve haver uma escassez de recursos no mercado.

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