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Alta demanda mantém elevados os preços de banda larga móvel

Elevada demanda, carga tributária e subdimensionamento da rede. São estes os três pontos críticos que inviabilizam a queda no preço dos serviços de banda larga no Brasil. A constatação vem do estudo sobre esse mercado encomendado pela Huawei e preparado pela Teleco que cobre o terceiro trimestre de 2009.

Com um vasto contingente a ser atendido e um longo percurso até conseguirem estabilizar suas infraestruturas ao apetite dos consumidores, as operadoras não esboçam iniciativas econômicas para incentivar a adesão dos serviços.

A média de preço e velocidade dos serviços oferecidos gira de R$ 59,90, por 300 Kbps; até R$ 119,9, por 1 Mbps. Isso faz do custo médio por volume de dados praticado no Brasil o mais elevado em comparação com países da América Latina e Europa.

Mesmo assim, a banda larga móvel cresceu a uma taxa de 21% no terceiro trimestre de 2009, em relação aos três meses anteriores. Isso porque, segundo a Teleco há uma demanda reprimida pelo serviço no Brasil, tanto na modalidade móvel quanto fixa.

A densidade (número de acessos para cada cem usuários) atingiu 6,1 na oferta fixa e 3,1 na móvel.

Com 850 mil adições líquidas no trimestre, a banda larga móvel atingiu a marga de 6,1 milhões de usuários já no mês de outubro. A expectativa era chegar a esse volume apenas no final do ano. O resultado, segundo o estudo, relaciona-se a um ajuste na base de dados e revisão de contagem do número de assinantes 3G no período por parte das operadoras.

A Teleco mantém expectativa de que a banda larga móvel ultrapasse a fixa em 2011, chegando a 60 milhões de acessos dois anos depois. Em 2013, a expectativa é chegar a 30 milhões de assinantes de serviço fixo.

A indústria se esforça para estender a cobertura de serviços 3G, antecipando-se às metas imposta pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) durante o leilão de banda. Em setembro, o serviço disponível já era superior aos compromissos firmados até 2012, com a banda larga móvel disponível para 63,9% da população brasileira.

O problema é que esse contingente encontra-se, basicamente, em grandes centros urbanos, o que representa apenas 12,4% dos municípios. De toda forma, estima-se que 25% da população já consiga escolher entre as quatro principais provedoras de serviços móveis: Claro, Vivo, Oi e TIM.

De acordo com a Teleco, as redes das operadoras têm que passar por grandes transformações, com avanço de fibra nas infraestuturas dos provedores para comportar a carência por velocidade demandada pelo mercado.

O Yankee Group acredita que as receitas com serviços de dados, no Brasil, em 2013, ultrapasse US$ 16 bilhões. O montante representará cerca de 30% do total atingido pelas operadoras em solo nacional.

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