Atualmente, a companhia está negociando lotes de matéria-prima – couros e napas, linhas, etiquetas laminadas, passadores e acessórios – para o setor têxtil e calçadista. “Temos boas expectativas de fechamento para esses leilões. Os resultados estão saindo melhor do que esperávamos”, afirma Eduardo Assis, gerente de compras da Alpargatas.
O executivo explica que o primeiro leilão no Excesschannel foi feito em 22 de novembro, como teste. “O resultado positivo nos deu fôlego, partimos para lançar os lotes de matéria-prima. Em breve, faremos mais duas ou três novas operações, com o objetivo de vender também máquinas e equipamentos”, revela. Assis afirma que o sistema funciona como um canal de escoamento de itens parados na fábrica.
As duas ofertas realizadas até agora, uma na região Sul e outra no Nordeste, permitiram a empresa comercializar até o momento 20 lotes. “No primeiro leilão, dos oito lotes à venda, sete foram liquidados. Nesta segunda rodada, a Alpargatas incluiu outros doze e adicionou o que não foi vendido na operação anterior”, diz Raul Haras, gerente geral do Excesschannel.
Segundo ele, a companhia definiu um valor mínimo para os leilões que representa entre 15% e 20% do valor de entrada ou aquisição dos produtos. “As vendas foram fechadas em uma média de 30% a 40% acima do valor mínimo inicial”, comenta.
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