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Alog consolida servidores com arquitetura blade

De olho em uma abertura de capital ? que pode ocorrer ainda em 2008 ? a Alog Data Center está modernizando sua gestão e também investindo na consolidação de servidores com base na arquitetura blade. ?A garantia de funcionamento da solução pode ser mais robusta com o uso de blades e da virtualização?, destaca Marcus Moraes, vice-presidente da empresa.

Para Antônio Pina, diretor de tecnologia da Alog, aspectos como simplicidade da interface, redundância, facilidade de acesso remoto, capacidade de expansão com o sistema em funcionamento e, é claro, o uso mais eficiente da energia, são algumas das vantagens que os blades oferecem para sustentar a ?explosão do número de clientes? da Alog ? são 129 no Rio e 260 em São Paulo.

No momento, conta Pina, está sendo finalizada a migração do sistema de e-mails ? que recebe nove milhões de mensagens por dia, sendo 80% de spam ? de três racks de servidores convencionais, para um com 14 blades e um storage de 7 TB. ?Isso está sendo feito com o sistema em funcionamento, sem percepção para os usuários?, conta o diretor de tecnologia da Alog.

A arquitetura blade começou a ser testada há um ano e hoje já soma 15 racks com 154 lâminas de servidores de quatro núcleos cada para oferecer os serviços aos clientes. Internamente, são três racks com 35 blades de mesma configuração para rodar sistemas de monitoramento de serviços, intranet, entre outros. Entre os fornecedores dos equipamentos estão HP, Dell, IBM e Supermicro. Na parte de software, a Alog usa ferramentas de virtualização VMware e Zen rodando em plataformas Debian, Red Hat e SUSE Linux.

Em 2008, a Alog deve instalar dois mil novos servidores para sustentar um crescimento orgânico estimado em 40% e uma meta de faturamento de R$ 70 milhões. Novas aquisições ? em 2007, a empresa se uniu à .comDomínio ? estão previstas, o que pode aumentar as projeções.

Na arquitetura convencional, calcula Moraes, seriam necessários 150 racks, 200 switches, dez quilômetros de cabo de rede, dois de cabo de energia e 200 m² de espaço. Com os blades, o investimento cai para 75 racks, 20 switches, dez metros de cabos de rede e de 40 m² a 50 m² de espaço. A Alog investe anualmente R$ 6 milhões em infra-estrutura e hardware para prover serviços de data center a seus clientes

De acordo com Moraes, a migração será feita aos poucos, uma vez que muitos dos 5,5 mil servidores da empresa têm menos de três anos de uso. No entanto, o movimento é inevitável. ?Nos próximos três anos, todo mundo vai adotar esta tecnologia?, projeta o executivo.

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