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Algar cria área de investimento em startups

Na esteira de empresas que investem em startups para identificar soluções e negócios inovadores que muitas vezes complementam seus portfólios, a brasileira Algar anunciou hoje (19/7) seu braço de investimento em novos empreendimentos, a Algar Ventures. 

Segundo o vice-presidente de Estratégia e Inovação do Grupo Algar, Clau Sganzerla, a ideia é que a área seja uma ponte entre o ecossistema e as empresas do grupo na busca de oportunidades para inovar.

O executivo pontua que a Algar Ventures não vai executar projetos, mas, sim, combinar iniciativas e necessidades das empresas do grupo com insights, ideias e oportunidades do ecossistema de inovação. “Queremos antecipar tendências do mercado, alavancar vantagens do grupo, complementar o portfólio de negócios e participar ativamente o ecossistema de inovação”, detalha Sganzerla.

Em um primeiro momento, a Algar Ventures atuará por meio de parcerias e acordos com incubadoras, aceleradoras e outros agentes de inovação em todo o Brasil. Sganzerla aponta que as negociações das alianças estão em curso e deverão ser anunciadas em breve.

Para a primeira fase, que deverá durar um ano, a Algar Ventures vai focar em 12 áreas de investimento: cidades inovadoras, agronegócios, indústria do futuro, energia, educação do futuro, wearables, sociedade da informação, alimentos, transporte e logística, pequenas empresas, turismo e viagem, plataformas científicas e tecnológicas.

Na segunda etapa, com o modelo Corporate Venture Capital, realizará investimentos diretos ou por participação em fundos. A intenção é priorizar o conceito de Open Innovation e parcerias com setores alinhados à estratégia de negócio do grupo, com foco em negócios inovadores.

O valor do investimento na iniciativa não foi revelado. Contudo, diz o executivo, o orçamento anual voltado ao projeto será de 5% do lucro líquido anual do Grupo Algar, que encerrou 2015 com R$ 4,8 bilhões. Segundo Sganzerla, não há um número fechado de startups que serão apoiadas, mas a ideia é financiar empresas que já saíram do papel. 

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