Alcatel-Lucent prevê faturar US$ 500 milhões no Brasil em 2007

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11:03 pm - 23 de maio de 2011

A subsidiária brasileira da Alcatel-Lucent deve faturar, em 2007, em torno de US$ 500 milhões. Em encontro com a imprensa, na tarde desta quarta-feira (13/12), o presidente das operações no Brasil, Jonio Foigel, adiantou que a nova empresa, formada a partir da fusão da francesa Alcatel e da norte-americana Lucent Technologies, terá quatro grandes divisões regionais: América do Norte, Europa e Sul, Europa e Norte e Ásia-Pacífico. A Alcatel-Lucent estima fechar 2006 com faturamento de US$ 25 bilhões. Os Estados Unidos respondem por US$ 8 bilhões; a divisão Europa e Sul, também por US$ 8 bilhões; e as outras duas regiões juntas, US$ 9 bilhões. A nova companhia está sob o controle da CEO Patricia Russo, enquanto Sergio Tchuruk ocupa a presidência do conselho administrativo. Wagner Ferreira, ex-presidente da Lucent no mercado brasileiro, fica à frente da diretoria-comercial responsável pelas contas do Grupo Carso e pequenas operadoras. Além desta, outras duas diretorias-comerciais concentrarão os clientes no País: uma para atender a Telefônica e Vivo e a outra para a Telemar, Brasil Telecom e mercado corporativo. Mundialmente, a companhia terá dez grandes contas globais, sendo que duas (Telefônica e Grupo Carso) pertencem ao Brasil.Acompanhe os principais trechos da entrevista coletiva de Jonio Foigel:Processo de consolidação“Estamos em um processo de nos recriar. Em 2007, o trabalho será de consolidar as empresas. São duas culturas diferentes, uma americana e outra européia. Mas os grupos têm focos diferentes, que se complementam. Há áreas em que temos tecnologias comuns e que teremos de fazer escolhas, mas são poucas. Creio que vamos levar de três a seis meses para a consolidação completa, mas espero que, no Brasil, a partir de abril, já estejamos bem integrados”Terceira geração“Ninguém segura o avanço da tecnologia. Ou se regulamenta ou os players vão fazer informalmente. Já existem operadoras falando em operar na freqüência 1,8 GHz. Para o Brasil, a tecnologia 3G ainda não atropelou [a legislação] porque não há demanda. O mercado brasileiro será pequeno: há somente 26% de pós-pago, então, são no, máximo, 20 milhões de usuários e, para 3G, deve ser 10 milhões”Triple play“É um mercado que irá crescer nos próximos dois, três anos. Serão três blocos de investimentos: infra-estrutura (equipamentos centrais), acesso do usuário e acordos de conteúdos, que devem requerer investimentos de US$ 1 bilhão. Tem de se considerar que aumentará o consumo de banda, exigindo melhoramentos na rede IP e transmissão. Acredito que esta parte exigirá outro US$ 1 bilhão de investimento”Competição das operadoras“Temos de encontrar uma maneira de reduzir os custos operacionais das operadoras para que elas voltem a investir e a ter rentabilidade. Uma opção é separar a rede dos serviços e cobrar das empresas que usarem a infra-estrutura”

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