Para iniciar sua oferta do tablet Eee Pad Transformer TF101, a ASUS escolheu a Alcateia para gerenciar a distribuição da nova oferta em todo o território nacional. A pessoa responsável por organizar e alinhar os processos de entrega é o executivo Carlos Tirich, diretor comercial da Alcatéia.
?A expectativa é grande, mas falar em números é muito difícil neste momento, tanto do nosso lado quanto do lado da ASUS. O que percebemos no dia a dia, é que o mercado está totalmente aquecido?, afirma o executivo, que disse que o aparelho estará, aos poucos, espalhados pelo Brasil, através de nossos mais de 12 mil parceiros.
?Não pretendemos fazer treinamentos específicos, pois o mercado pede atualmente que os equipamentos estejam nas prateleiras. A venda é muito intuitiva e interativa, sendo que a comercialização não é muito diferente do que a dos netbooks?, acrescentou. Para o executivo, as empresas que terão melhor performance em vendas do tablet, são as que já trabalharam com a venda dos mini portáteis ? como os netbooks ? por se tratar ?de um mercado semelhante, que busca as mesmas funcionalidades no produto?.
Mercados do Sudeste e Sul, que representam mais de 50% do PIB do País, serão os principais focos de atuação para vendas do tablet. ?A demanda segue o produto interno do Brasil. Por mais que tenhamos muitas pretensões em atuar nas outras regiões, não podemos negar que esses dois são os maiores mercados consumidores do País?, afirma Carlos.
O gerente de marketing da ASUS, Guido Alves, afirma que o mercado brasileiro é um dos principais focos de atuação da companhia e que os atuais incentivos fiscais do Governo são muito bem vistos pela empresa, que pensa em produzir tablets no Brasil, mas ao longo prazo. ?Primeiro vamos observar o comportamento de consumo, depois podemos falar mais sobre estabelecer raízes em território nacional?, afirmou. O executivo disse que até o final do ano a ASUS pretende atingir 80 funcionários na sede da companhia no País.
Para Guido, o mercado brasileiro de tecnologia ainda não é maduro como nos EUA ou Europa, pois existe uma grande parte da população que ainda não teve acesso à computadores, o que, para o executivo, significa que o tablet não vai substituir os netbooks ou notebooks, pois ?o processo de adoção dessa nova tecnologia envolve um conhecimento prévio de informática?.
Tanto a ASUS quanto a Alcateia não definiram metas de vendas, pois afirmaram que o ideal neste momento é acompanhar a aceitação do tablet no mercado nacional, e, com a entrada do próximo semestre, definir de fato a estratégia em valores reais. ?Claro que nenhum dos dois lados entrou nessa só para ficar esperando ver o que acontece, mas no Brasil os investimentos em notebooks e desktops ainda é muito superior a qualquer outra oferta. É um período de análise?, afirma o diretor da Alcateia, que endossa a afirmação de Guido Alves, dizendo que o Transformer terá um custo menor do que do iPad. Após a entrada do tablet da ASUS no mercado, a empresa pretende trazer outro modelo de portátil ao Brasil, o Slider.
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