AES transforma-se digitalmente na América do Sul

A AES entrou no mercado latino-americano em 1993 quando comprou a usina CTSN na Argentina. Em uma década, a empresa fortaleceu sobremaneira sua atuação na reunião, impulsionando o crescimento de comunidades urbanas e rurais. Hoje, na América Latina, a empresa atua em sete países e conta com seis concessionárias, que proveem energia para mais de 8 milhões de pessoas.

Assim como todos as companhias no mundo, a AES também teve de se transformar digitalmente para ficar em linha com as novas demandas de um mercado em constante evolução. O setor de geração de energia, especialmente, tem um grande desafio pela frente, pois tem de pensar em novas formas de atender ao público usando modelos inovadores e sustentáveis, como a energia renovável, que deu um senso de urgência para a mudança.

“Antes, vendíamos energia pensando em grandes empresas e no estado. Mas e o cliente final? Começamos a nos perguntar sobre o que os consumidores demandavam, quais serviços eles buscavam e o que os nossos competidores estavam fazendo. Foi quando em 2015, iniciamos nosso projeto de transformação digital na América do Sul”, contou Cesar Maldonado, IT Service Manager para América do Sul da AES.

Em apresentação no IT Forum Latam, realizado pela IT Mídia de 7 a 10 de junho, em Miami (EUA), o executivo contou que nos últimos três anos, a TI promoveu uma verdadeira revolução. Ele citou exemplos como a implementação de mais de 150 projetos e a aposta forte em governança. “Mas até aqui, somente estávamos transformando a nós mesmos, em tecnologia. Precisávamos ir além”, lembrou.

Então, a TI apresentou ao board um projeto de quatro anos, englobando ações de 2016 até 2020, para fazer da tecnologia em core business. “A alta direção abriu a mente e começou a nos fazer perguntas. Conseguimos associar transformação digital aos negócios”, relevou.

Ele explicou que a TI começou entendendo o contexto da empresa e do mercado. Assim, mapeou tecnologias e novos modelos de negócios. Feito isso, fez uma pré-avaliação de modelos de negócios inteligentes e desenhou um mapa de atuação.

O mais interessante, destacou Maldonado, é que a TI atuou em linha com os times de diversas áreas, como Supply Chain e Comercial para traçar um plano conjunto. “Passamos a eliminar os silos.” Foram seis meses trabalhando exaustivamente com os times. “Mudamos a forma de trabalhar. Implementamos melhores práticas, novos sistemas e tecnologias e processos”, finalizou.

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