Atenta ao crescimento do comércio eletrônico na América Latina e no País, a Adyen, empresa holandesa de pagamentos online, desembarcou no Brasil no final de 2011 e tem se empenhado para conquistar espaço no mercado local.
Em pouco mais de seis meses de operação por aqui, a companhia já soma cerca de 40 clientes, entre eles os sites de compras coletivas Groupon e ClickOn; o clube de compras Privalia; o Ingresso Rápido, que vende tickets para diversas atrações; a TAM e a marca de roupas carioca Farm. Em todo o mundo, a Adyen tem mais de 2 mil usuários das tecnologias de meios eletrônicos de pagamentos.
A companhia não informa o volume de transações em solo nacional, mas Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Ayden América Latina, afirma que enquanto o mercado de pagamentos eletrônicos cresce 30% a empresa registra, globalmente, salto de 300%.
Ele aponta que as atenções da Ayden se voltaram para o Brasil porque a economia nacional está em pleno crescimento, favorecendo o comércio eletrônico, que faturou 18,7 bilhões de reais em 2011. “Identificamos que as empresas do País estavam constantemente diante do desafio de aumentar as taxas de conversão de compras”, observa.
O executivo explica que muitas empresas desconhecem qual é o índice de conversão de compras por bandeira de cartão de crédito, por meio de pagamento, quantas operações foram efetivadas, entre outras informações fundamentais no e-commerce. Ele destaca que essa oferta é um diferencial da companhia e que tem atraído a atenção de médias e grandes empresas do setor.
Uma das ferramentas que a empresa usa para auxiliar os usuários a aumentar a taxa de conversão é o Teste A/B, que mensura, simultaneamente, diferentes páginas de pagamento. “É possível comparar versões de páginas com o objetivo de gerar dados analíticos, que podem ser usados para aprimorar a taxa de conversão”, explica.
De acordo com ele, a ferramenta sugere mudanças consideradas simples, como alterar a cor de uma caixinha de pagamento, mas que são altamente eficazes para os negócios. “A otimização do checkout é capaz de aumentar o faturamento de um e-commerce”, garante Mies.
Outro diferencial da abordagem da Ayden é que as plataformas da empresa são multicanal e podem ser implementadas em sites, varejo e dispositivos móveis. “Tradicionalmente, é preciso integrar esses universos, mas nós temos uma integração única, facilitando a implementação da tecnologia”, assinala.
Ele destaca ainda as ferramentas de análise de risco, que possibilitam identificar transações fraudulentas na web. Para evitar crimes virtuais, a conexão do usuário com o servidor acontece via Interface de Programação de Aplicação (API) para analisar a velocidade das operações e verificar se o computador ou dispositivo está em uma lista negra, bloqueando a operação.
Planos de crescimento
Mies aponta que a ideia no País é crescer acima da média do mercado. De acordo com ele, o aquecimento da demanda local está fazendo com que a empresa inicie buscas por um data center local.
A estrutura vai atender as Américas. “Nosso parque de servidores fica na Holanda e não temos problema de latência, mas como registramos aumento da procura por nossas soluções, pensamos em abrir um centro de dados no Brasil ou contratar o serviço de um terceiro”, explica. O objetivo é garantir mais velocidade, completa.
Atualmente, a equipe local é pequena, diz, mas a Ayden quer dobrar o quadro de funcionários até o final do ano. “Esse é um termômetro de que estamos crescendo”, finaliza.
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