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Adobe Brasil aposta na venda por assinatura para combater pirataria

Há alguns meses, a Adobe, criadora de softwares como o Photoshop, realizou uma grande mudança em seu modelo de negócios, passando de venda de licenças perpétuas para subscrição. No novo formato, o usuário pode ter acesso às soluções da fabricante por mês, trimestre ou ano.

Para Fabio Sambugaro, diretor-geral da Adobe Brasil, o modelo de assinatura pode reduzir a pirataria dos softwares da Adobe. “No País, a pirataria está perto dos 60%, mas acredito que para nós é maior. Estimamos que de dez licenças Adobe somente três são pagas. Acredito que com a subscrição esse equação vai mudar”, constata.

Ele acredita que a alteração desse quadro será observado nos próximos dois anos. “É uma luta eterna, mas se cair para 54%, por exemplo, já vai trazer muitos benefícios”, observa.

Segundo o executivo, a empresa tem aplicado algumas ações para minimizar o cenário, como preços promocionais. “Também mostramos a vantagem de o profissional ser legalizado, os benefícios que ele vai ter etc e tomamos ações efetivas para quem não quer ser legalizado”, diz.

Foco na nuvem

A alteração para o modelo de subscrição, afirma Sambugaro, também faz parte da estratégia da empresa de, cada vez mais, migrar para o universo de cloud computing.

Com o objetivo de fortalecer o posicionamento na nuvem, a empresa anunciou em 2012 o Creative Cloud, serviço de assinatura de aplicativos da suíte CS6 sob demanda. “Nossa meta é que nos próximos dois anos 50% das vendas aconteçam por meio da nuvem”, projeta. 

O pacote Creative Cloud é composto por programas como Photoshop, Indesign e Dreamweaver. “Nos três primeiros meses de Creative Cloud no Brasil já somamos mais de 3 mil usuários.”, projeta. Ele reconhece que esse número poderia ser maior. “Ainda temos algumas limitações. Por exemplo, para assinar o serviço, é preciso ter cartão internacional”, afirma. Mas, segundo o executivo, a empresa está habilitando revendedores para vender o serviço e esse desafio será superado.

Sambugaro explica que a nuvem da Adobe permite o download de edição de imagens, vídeo e web. Além disso, é possível ter acesso a 20 GB de armazenamento remoto e participar de uma comunidade virtual para compartilhar trabalhos e ter acesso a treinamentos.

A Adobe também quer fisgar as pequenas e médias empresas com a Creative Cloud for Teams, que oferece vantagens para usuários de negócios de menor porte. 

Faz parte dos planos da fabricante crescer também na área de marketing digital na nuvem. Para reforçar a atuação, lançou recentemente a Marketing Cloud, serviço que inclui um conjunto de soluções para publicidade, análise, redes sociais, segmentação e gestão da experiência web, para que os profissionais de marketing e publicitários possam transformar dados em ideias e ações. “No Brasil, queremos saltar nesse segmento por volta de 30% a 40% em 2013”, adianta Sambugaro.

A empresa conta com uma estrutura em solo nacional para suportar a oferta de marketing digital. “Fizemos um investimento em colocation com a Teradata para apoiar o modelo e reduzir a latência de coleta e análise de dados”, comenta.

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