O acesso à banda larga móvel no Brasil quase que dobrou em 2011: passou de 20,6 milhões de pessoas em 2010 para 41,1 milhões no ano passado ? o que representa um crescimento de 99,3%. Os dados estão contidos no Balanço Huawei de Banda Larga,realizado em parceria com a Teleco e divulgado nesta terça-feira (20/03). Já o aumento da utilização de banda larga fixa foi de 19,6%. Apesar dos bons números, a pesquisa alerta que a teledensidade dos dois modelos ainda está muito abaixo da praticada por países desenvolvidos.
Para banda larga móvel, os números registrados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam – até fevereiro deste ano ? 47,2 milhões de acessos. De acordo com a Teleco, o Brasil deve terminar 2014 com 124 milhões de acessos banda larga móvel. ?Vemos que quase anualmente o tráfego das redes dobra?, apontou Eduardo Tude, presidente da organização. Porém, apesar dos bons números, a densidade no País atingiu 24,4 acessos a cada cem habitantes em fevereiro, um pouco acima da média mundial ? que é de 17 acesso -, mas muito abaixo na média dos países desenvolvidos, que chega a 56,5 acessos a cada cem habitantes.
A participação de 3G no total de celulares do Brasil foi de 18,6%, o que fez com que a receita bruta de dados representasse 20,9% da receita de serviços das operadoras no País em 2011. Como resultado, o lucro com dados cresce aceleradamente: 41% no quarto trimestre de 2011 em relação ao quarto trimestre de 2010. A tendência é estimulada pelo crescimento da venda de smartphones. Porém, a voz ainda continua crescendo no Brasil: 9,4% no 4T11 em relação ao 4T10.
Banda larga fixa
A densidade da banda larga fixa no Brasil está próxima da média mundial que é de 8,5 acessos a cada cem habitantes ? aqui são registrados 8,4 acessos. Porém, está muito longe da média dos países desenvolvidos, que é de 27,5 acessos a cada cem habitantes. Entre os Brics, o País é o terceiro, atrás da China (que tem 11,7 acessos) e da Rússia (que possui 10,7 acessos).
Para atingir o número dos países desenvolvidos, o Brasil precisa investir em infraestrutura. Ou seja, fazer com que a fibra ótica chegue mais perto do usuário. As operadoras precisarão adotar o modelo FTTH (do inglês Fiber to the Home, o que significa que a fibra ótica vai até a caixa de entrada) ? que atualmente atende menos de 1% dos clientes de banda larga fixa no País. ?A visão é que no futuro você precisará ter casas com fibra ótica?, disse Tude. Para conectar todas as casas brasileiras com a tecnologia, de acordo com estimativas da Teleco, investimento precisaria ser de R$ 100 bilhões.
Pelas projeções da Teleco, o Brasil teria 30 milhões de acessos banda larga fixa em 2014.
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