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Accenture: convergência é inevitável

A convergência é inevitável, por causa da demanda dos usuários – principalmente, por convergência – e pela redução de custo. E os desafios para alcançá-la passam pela transparência de experiência do usuário e pela segurança. Na visão do executivo do grupo de estratégia da Accenture, especializado em telecom, Igor Meskelis, é necessário mudar a estrutura da corporação para se tornar competitivo. Ou seja, possuir uma rede com multiserviços, a MPLS IP. “A migração acelerada para IP não é assunto do futuro, já ocorre. Hoje as empresas precisam mudar para uma de alta performance”, explicou Meskelis durante o painel “O impacto da convergência nas corporações”, realizado na tarde desta quarta-feira (07/06) no IT Conference. Neste cenário, não se pode descartar a importância crescente da mobilidade, mas Meskelis destaca que é preciso ser seletivo. Para ele, os principais pontos de interesse das empresas são acesso a e-mail e gestão de informações pessoais. “Ter definido o business case, entender o que o cliente valoriza, escolher os parceiros são os pontos críticos”, ressalta. Há 18 anos na Accenture, Iracema Alambert, diretora de tecnologia para América Latina, já passou por três trocas de PABX e está no meio da implementação de um projeto de convergência. O programa, que começou no ano passado, visa a atualização da plataforma, bem como a redução de custo com telefonia, que depois da depreciação de notebooks representa o maior gasto da consultoria. Outro desafio da CIO é atender os anseios de seus usuários, ao mesmo tempo que constrói uma rede de voz e dados economicamente viável. “As pessoas não aceitam, quando estão fora do País, pagar uma ligação internacional só para checar recados na caixa postal”, exemplifica. Para tanto, um dos braços do projeto é disponibilizar softphones para os usuários. Outro, é centralizar o suporte. “Quanto mais autônomo o usuário for mais baixo será o custo.”Por enquanto, mesmo que a infra-estrutura de rede seja IP, Iracema explica que o legado será mantido. Segundo ela, ainda não compensa financeiramente fazer toda a migração. “É preciso avaliar a necessidade de cada usuário.”

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