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Oportunidade dos tablets está nos serviços

O uso de tablets dentro das empresas é um campo a explorar. Segundo especialistas, a consumerização ainda é o caminho dos equipamentos para dentro das corporações. Afora isso, a automação da força de trabalho que está em campo é, basicamente, a forma mais comum de investimentos.

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Mesmo assim, o panorama é promissor. Segundo dados do ?Antes da TI, a Estratégia?, estudo da IT Mídia com os CIOs das maiores empresas do Brasil, 81,4% das companhias entre as 500 maiores do País miraram mobilidade como um tema de investimentos neste ano. A proporção é bastante acima do observado em 2012 (49,2%).

Porém, mobilidade não tem a ver única e exclusivamente com a compra de tablets ou smartphones, mas condensa uma gama que vai de aparelhos à gestão, passando por infraestrutura é acesso à internet fora da empresa.

Então como fazer com que os tablets ganhem o valor devido dentro das empresas, tornando-os uma forma de negócios para canais? Para Marco Carvalho, da CompTIA, a resposta é simples: gerar serviços. Ele lembra que mobilidade nasceu devido à praticidade proporcionada pelas diversas aplicações. Dessa forma, os tablets deixam de ser commodity a partir do momento que ganha funcionalidades que de fato aumentem a produtividade e o tempo de resposta dos colaboradores, pontua.

Para a automação de força de vendas, por exemplo, questões como interatividade para apresentação de portfólio, reserva de produtos e acompanhamento de estoque em tempo real caíram como uma luva para as empresas do ramo farmacêutico. E assim tem que ser com diversos outros segmentos, onde o dispositivo deixa de ser apenas um display e se torna uma ferramenta-chave para amplificar o alcance do trabalho.


Sergio Lozinsky, fundador da SLozinsky Consultoria de Negócios e parceiro da IT Mídia no desenvolvimento do estudo ?Antes da TI, a Estratégia?, compartilha da visão de Carvalho, e acrescenta três pontos que o canal deve ter em mente antes de entrar no negócio de mobilidade:

1 – Avalie o seu negócio: para o consultor, o canal tem que avaliar como está seus conhecimentos quanto à mobilidade e como pode transformar seus serviços em aplicações de fácil interação e compreensão dos clientes;

2- Transforme o ambiente do cliente: dando uma extensão ao pensamento de Carvalho, Lozinsky diz que é primordial saber o que acontece dentro dos clientes em relação ao uso de tecnologia e como os processos podem ser transmitidos para os tablets, para que eles se tornem ferramentas aptas a acelerar a tomada de decisões;

3 ? Conheça os processos dos clientes: ?É um trabalho absolutamente de consultoria, pois mobilidade é desde um projeto de cloud até a ativação de aplicações em tablets ou smartphones?, avalia o consultor.

Uma das maiores demandas dos fabricantes para seus parceiros é a especialização e o trabalho de consultoria para os clientes. Para os canais que querem entrar no certame da mobilidade, o alinhamento estratégico com CIOs deve ser primordial. ?Entender como a empresa funciona e o quanto a implementação de projetos de mobilidade impactam a TI é essencial para poder transformar o ambiente com os tablets?, diz Lozinsky.

Saiba mais – Especial Tablets:

PARTE 1 – Consumerização ainda é o caminho dos tablets para o mercado corporativo

PARTE 3 – Na briga da mobilidade, tablets e smartphones são os vencedores

PARTE 4 – Como fazer negócio em mobilidade?

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