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A nova corrida do ouro

O protocolo WAP começou a ser desenvolvido em junho de 1997, quando foi fundado o “WAP Forum”, uma parceria da Ericsson, Nokia, Motorola e a empresa Phone.com. A idéia era criar um padrão comum que possibilitasse o acesso de aparelhos móveis à Internet, independente do fabricante.

Com um minibrowser no celular é possível verificar saldo bancário e investimentos, fazer compras, acompanhar o trânsito, clima, enfim, acessar todas as informações hoje disponíveis na Internet. “Diferente do short message, o usuário pode controlar e acessar o que quer, na hora que quer”, comenta Severino Camilo, gerente de novos negócios da Qualcomm.

No Japão, a operadora NTT DoCoMo lançou o serviço em fevereiro de 1999 e hoje já possui 6 milhões de assinantes. No Brasil, a Nokia acredita que 20% dos 14 milhões de proprietários de celulares terão um aparelho WAP até o final de 2001. “A Internet tornou-se indispensável no mundo moderno, é uma fonte de informação, facilita a comunicação e o comércio, por isso não existe a possibilidade desse mercado dar errado”, garante Elizabeth Peart, gerente de marketing da companhia.

Antonio Plácido, gerente de sistemas móveis da Ericsson, completa explicando que as empresas têm que criar o mercado, mostrando ao público-alvo que vai ser imprescindível ter um celular com acesso à Internet.

Dezenas de empresas, principalmente do setor financeiro e provedores de conteúdo, já estão desenvolvendo sites específicos para o acesso móvel. “Estes sites têm que ser mais simples, eles não tem imagem, gráfico ou animação. Ninguém vai consultar uma enciclopédia de dentro do carro, mas têm que ter acesso a informações relevantes”, explica Plácido.

O protocolo WAP pode ser utilizada em qualquer tecnologia: GSM, TDMA, CDMA e em qualquer freqüência da banda A, B ou C. No Brasil, indústrias como a Motorola, Gradiente, Nokia, Ericsson e Samsung já anunciaram que seus produtos estão em teste.

“O ideal mesmo vai ser operar com celulares de terceira geração (3G), o mundo inteiro está desenvolvendo tecnologia para possibilitar transmissão de imagens e coisas mais complexas pelo celular WAP”, afirma o gerente da Ericsson.

Neste momento, as empresas estão aguardando apenas a regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para saber quem vai poder oferecer os serviços. Até o momento, somente os aparelhos estão regulamentados. Além da questão da faixa a ser ocupada pela chamada Banda C da telefonia celular, onde empresas americanas defendem o raio de 1,9 GHz e as européias 1,8 GHz, há uma outra polêmica neste jogo: de um lado, as operadoras de telefonia querem controlar o acesso, de outro, os provedores de conteúdo reivindicam este posto. Isto mostra que o acesso à Web via dispositivos móveis é, de fato, a nova mina de ouro.

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