A GE chama de “internet industrial.” É como dar às máquinas motores a jato, a força das turbinas de usinas e equipamentos de fabricação de uma nova conexão online para que elas possam sempre enviar de volta as informações de desempenho, as quais são analisadas para alertar automaticamente os técnicos sobre eventuais problemas.
A GE prevê um ano multibilionário com a venda do software para apoiar a internet empresarial, esse projeto pode aumentar em dois dígitos as taxas da companhia até 2015.
A empresa está apostando US$ 1 bilhão nesta ideia com um novo centro global de software no Vale do Silício, na Califórnia, onde até 400 pessoas irão desenvolver o software para servir o mercado de internet industrial.
Ruh Bill, um veterano da Cisco, se juntou a GE para construir o centro. Ruh diz que demorou cerca de 10 anos para o consumidor da internet evoluir, e nós estamos apenas no início de mais uma expansão de 10 anos no lado industrial. “Acho que esta é a próxima geração da internet”, diz ele.
O que você pode aprender com a ambição do software da GE e qual a sua visão sobre a internet industrial? Conforme conversei com Ruh, três coisas para entender:
1. O papel do Vale do Silício em inovação de software
Por que a GE, que poderia colocar o seu centro de software em qualquer lugar do mundo, escolheu um dos lugares mais caros e competitivos para encontrar o talento técnico? Nossa pesquisa salarial de TI em 2011 classifica essa área da Califórnia como sendo claramente a mais cara: paga em média US$ 110 mil para um profissional de TI, frente aos US$ 95 mil pagos na região metropolitana de Nova York e US$ 84 mil em Detroit. ?Embora não seja o único lugar, é o com maior concentração de desenvolvedores de software no mundo?, diz Ruh.
A GE tem muitos experts em desenvolvimento de software trabalhando na produção de seus produtos e centros de pesquisas ao redor do mundo. Muitos são especialistas focados em indústrias como aeroespacial e a de energia. ?A única coisa que eles vivem e respiram é a inovação de projetos na indústria de software?.
Como a GE vai aplicar a inovação das mídias sociais, como Twitter e Facebook, em uma configuração industrial? Como é que a empresa vai tocar as últimas novidades da Oracle sobre big data? ?O software não é um jogo onde você está apenas tentando reduzir os custos?, diz Ruh. ?Já vi casos em que uma equipe de cinco produz a mesma coisa que uma equipe de 50 e de uma maneira mais eficiente. Você está tentando encontrar as pessoas certas, não apenas pessoas?.
A maioria das empresas não vai precisar criar a sua própria tecnologia avançada no Vale do Silício, mas precisa ficar ligada nas inovações que acontecem no Vale.
2. A “internet das coisas” está se tornando real
Nós conversamos sobre essa ideia por muitos anos e muitas vezes ela tem sido colocada no termo de espaço/idade do consumidor. Mas se o software para o monitoramento automatizado pode manter uma usina de energia funcionando por antecipadas falhas, isso mostra que é um caso de negócio poderoso. Este é o tipo de software que a empresas vai pagar para ter. A GE já tem um negócio de software de cerca de US $ 2,5 bilhões por ano.
Ruh vê uma série de fatores que se juntam para impulsionar o crescimento da internet industrial:
? Sensores de menor custo que podem coletar dados de mais máquinas.
? Processadores GPU de menor custo que permitem que um dispositivo filtre os dados e enviem de volta somente os bits que estão fora da norma e na necessidade de uma análise mais aprofundada. “Você não quer que cada pedaço de dados volte para a nuvem”, diz Ruh.
? Capacidade avançada de análise e gerenciamento para dar sentido aos dados que voltam a partir de dispositivos.
? Infraestrutura de computação que é barato e flexível o suficiente para torná-la prática para processar este fluxo de dados.
Para os CIOs, o takeaway é que as conexões de dados, apoiadas por análises e respostas automáticas, estão ficando mais prática.
3. A internet industrial precisa de muito trabalho
É muito diferente do consumidor de hoje. Por exemplo, as máquinas industriais irão criar enormes quantidades de dados, enquanto o consumidor da internet é uma extremidade humana consumindo dados. Análises para prever os resultados como uma quebra no equipamento é essencial, como é a automação de lidar com o volume de dados.
O centro do Vale do Silício – em construção em San Ramon e que abrirá em Junho – vai desenvolver o que Ruh chama de “arquitetura unificada” para todos os softwares da GE. A GE e outras empresas estão nos primeiros dias de compreender o que é necessário para conduzir uma internet industrial. “É por isso que vai demorar 10 anos para o ecossistema se desenvolver?.
Isso é tecnologia emergente, assim os ganhos virão nos bolsos. Os clientes querem ver retornos mensuráveis sobre o investimento – sistemas de monitoramento remoto que mostram que eles podem reduzir efetivos de manutenção, reduzir o tempo ocioso da máquina e, assim, aumentar a utilização.
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