Pesquisa da LG lugar de gente mostra que 94,9% das empresas já discutem IA no RH, mas mercado ainda busca maturidade
A inteligência artificial já faz parte das discussões estratégicas do RH brasileiro, mas a adoção de agentes totalmente autônomos ainda depende de mais maturidade, governança e ferramentas especializadas. É o que aponta uma pesquisa inédita da LG lugar de gente, segundo a qual 94,9% das empresas já debatem ou aplicam IA em seus ecossistemas de gestão de pessoas.
O levantamento indica que o mercado vive uma fase de transição entre o uso da IA Generativa e a adoção de agentes autônomos. Embora 77,6% das lideranças de RH já discutam o uso de agentes inteligentes, a disposição para adotar sistemas 100% autônomos varia conforme o nível hierárquico. Entre líderes seniores, 19,5% afirmam estar prontos para incorporar o formato autônomo em suas rotinas. No nível operacional, o índice chega a 27%.
A diferença sugere que a base das operações busca mais velocidade e automação no dia a dia, enquanto a alta liderança ainda procura estruturas de confiança para delegar decisões consideradas críticas. Para a LG lugar de gente, o avanço da IA nas organizações tende a ampliar eficiência, qualidade e previsibilidade operacional, mas exige uma transição gradual.
Para Marcello Porto, Diretor de Produtos, Inovação e IA da LG lugar de gente, os agentes representam uma evolução do software corporativo, desde que sejam implementados de forma progressiva. “O mercado superou a fase de discutir ‘se’ a inteligência artificial fará parte do dia a dia. O desafio atual é construir modelos especializados e auditáveis. Em ecossistemas complexos e regulados, o avanço natural começa pelo suporte de ferramentas Copilot para, à medida que a curva de confiança e governança se consolida, evoluir organicamente para operações cada vez mais autônomas”, analisa.
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O estudo também aponta que o custo não aparece como a principal barreira para a adoção de IA no RH. Entre os obstáculos mapeados, o fator financeiro foi citado por apenas 2% das lideranças, ficando em último lugar. O maior entrave é a falta de ferramentas específicas para as demandas da área, mencionada por 26,3% dos respondentes.
Na avaliação da pesquisa, o mercado demonstra ter capital disponível para investir, mas ainda encontra dificuldades diante da oferta de soluções genéricas, pouco adaptadas à complexidade da gestão de pessoas. Essa busca por especialização aparece nas áreas apontadas como prioritárias para uso da tecnologia.
Recrutamento e Seleção (R&S) lidera o ranking de intenção de uso, com 40%. Na sequência, processamento e auditoria de folha de pagamento aparecem no Top 3, com 36% das menções, empatados tecnicamente com Atendimento ao Colaborador.
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