8 em cada 10 instituições financeiras atacadas pagaram resgate a hackers, aponta pesquisa

Levantamento da Cohesity mostra que 77% das empresas do setor já sofreram ataques cibernéticos

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Dados mostram que 87% das empresas já perderam receita em decorrência de um ataque cibernético
Dados mostram que 87% das empresas já perderam receita em decorrência de um ataque cibernético

Mais de três quartos das empresas do setor financeiro já enfrentaram ataques cibernéticos e, entre aquelas atingidas no último ano, a maioria pagou resgate aos criminosos. É o que revela uma pesquisa da Cohesity, empresa especializada em segurança de dados com inteligência artificial, realizada com 390 líderes de TI e segurança de organizações financeiras com mais de mil funcionários na América do Sul, Europa, Ásia e América do Norte.

Segundo o levantamento, 77% das empresas já foram alvo de ataques virtuais, enquanto 57% sofreram algum incidente nos últimos 12 meses. Entre as organizações afetadas nesse período, 79% afirmaram ter realizado o pagamento de resgate aos hackers.

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Os impactos ultrapassam os custos imediatos do ataque. A pesquisa mostra que 87% das empresas perderam receita em consequência dos incidentes, 35% registraram perda de clientes e 93% enfrentaram consequências regulatórias ou legais. O estudo também aponta que uma em cada quatro organizações foi atacada mais de uma vez e que, entre as empresas de capital aberto, 62% precisaram revisar suas orientações financeiras após os episódios.

Apesar da recorrência das invasões, 46% dos entrevistados afirmam ter total confiança em suas estratégias de resiliência cibernética. Ao mesmo tempo, 39% acreditam que a inteligência artificial terá papel central na detecção de ameaças e na resposta aos ataques, incluindo a tomada de algumas decisões de forma autônoma.

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Para Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina e Caribe, a sofisticação crescente dos ataques exige que as empresas mudem a forma de planejar a continuidade das operações. “Esses dados são um novo lembrete de que as empresas de serviços financeiros de todo o mundo são cada vez mais visadas. Há um aumento na frequência e na sofisticação dessas ameaças, levando a um risco elevado de danos financeiros, operacionais e de reputação consideráveis. Os ataques cibernéticos não são mais eventos isolados, mas uma característica constante do nosso mundo digital”, afirma.

Como resposta a esse cenário, o mercado vem adotando o conceito de Minimum Viable Company (MVC), ou Organização Mínima Viável. Em vez de tentar restaurar toda a infraestrutura após um ataque, a estratégia prioriza apenas os sistemas essenciais para manter a operação funcionando enquanto o restante do ambiente é recuperado.

“O verdadeiro risco cibernético hoje não é a perda dos dados no backup, mas a incapacidade de definir o que deve ser restaurado primeiro e como fazer isso com segurança”, ressalta Leite. “O segredo da resiliência, então, é restaurar apenas o suficiente para operar, garantindo que as condições que causaram a falha não sejam recriadas.”

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