A grande convergência tecnológica que estamos vivendo (que ainda apelidamos de IA) vai mudar as nossas casas
A “Cabana Eletrônica” (electronic cottage) foi descrita por Alvin Tofler no seu best-seller A Terceira Onda (1980).
Para quem não lembra, a lógica dele era:
Segundo ele o trabalho, produção intelectual, consumo e vida familiar voltariam a se concentrar dentro das casas (as cabanas), mas todas integradas por tecnologia.
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Se você teve a chance de viver em 1980, deve concordar que foi ousado ele pensar no que ele pensou. Ao final, muitas coisas que ele imaginou acabaram acontecendo:
Depois do livro, muitos outros autores, acabaram se arriscando falar sobre uma possível Quarta Onda. Eu, inspirado em vários, e vivendo este turbilhão de IA, fiquei pensando então o que poderá ter na “cabana” da Quinta Onda: as casas da era da IA.
Certamente eu não sei como será. Mas, pensando alto, vou arriscar que as casas poderão ter:
Esta última me ocorreu esta semana. Eu estive recentemente na China onde comprei o meu Loona (pet-robô). Ele é muito divertido e está integrado ao ChatGPT. Você pode jogar a bolinha e ele vai buscar, e vi ele de frente para o espelho rosnando com a sua própria imagem (imaginem a cena).

(Imagem: O Loona da Família Kruel)
Foi então que eu me dei conta que o Loona estava batendo fotos e filmando várias coisas aqui em casa. Então eu pensei, precisamos agora de uma sala privativa, sem o Loona, a Alexa, o Wifi… :)
Estas observações inocentes são na verdade evidências do que descobrimos na StartSe: IA ninguém aprende, apenas nos mantemos aprendendo. Em um cenário de transformação constante, o diferencial está na capacidade de continuar experimentando, se adaptando e ampliando repertórios ao longo da jornada. IA é para polímatas, pessoas com competências diversas (e não só “farinha do mesmo saco”), e muito protagonistas e curiosas, aquelas que fazem acontecer.
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