Datamint capta R$ 25 milhões em rodada seed liderada pela Headline

Aporte vai ampliar a plataforma de IA proprietária da companhia e aumentar a equipe de engenharia da startup

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Pessoa segurando um laptop aberto enquanto toca a tela com uma das mãos. No display, aparece a palavra ‘STARTUP’ acompanhada da imagem de um foguete estilizado e um botão de ‘Enter’. Ao fundo, observa‑se uma cidade desfocada à noite, com diversas luzes urbanas criando um clima tecnológico e futurista. (sellentt, datamint)
Imagem: Shutterstock

A Datamint, startup brasileira de inteligência artificial (IA) voltada à gestão de ativos em operações críticas, anunciou a captação de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) em uma rodada seed liderada pela Headline, com participação de Opus Investimentos, Valutia e Kittyhawk. Os recursos serão usados para expandir a plataforma proprietária da companhia, ampliar a equipe de engenharia e acelerar a operação comercial no Brasil e no exterior.

Fundada em 2021, a Datamint desenvolve uma plataforma de IA que ajuda operadores industriais a antecipar falhas, priorizar manutenção e apoiar decisões em ambientes nos quais interrupções operacionais podem gerar impactos financeiros, ambientais e de segurança. A empresa atua em setores como óleo e gás, energia, saneamento e indústria de base.

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A tese da Datamint parte de uma avaliação de que modelos generativos de inteligência artificial, sozinhos, ainda apresentam limitações para aplicações em ambientes industriais críticos, especialmente em decisões que exigem rastreabilidade, consistência operacional e aderência regulatória.

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“Grande parte da IA enterprise hoje está em projetos isolados, ou focada em produtividade individual e automação de tarefas. O que estamos construindo é diferente: uma camada de apoio à decisão para operações físicas complexas, onde confiabilidade e rastreabilidade são tão importantes quanto velocidade”, afirma Túlio Ribeiro, sócio da Datamint.

A Datamint opera com parceiros como Google, Nvidia, Neo4j e Redis e surgiu a partir da atuação do fundador Hélio Lopes como pesquisador na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), nas áreas de inteligência artificial e ciência de dados. Antes da criação da empresa, o grupo atuou em projetos de dados e IA para empresas dos setores de óleo e gás e infraestrutura.

Atualmente, a companhia busca expandir sua atuação para segmentos como farmacêutico, siderurgia e cimento, além de avaliar oportunidades internacionais em mercados com alta intensidade operacional e exigências regulatórias crescentes.

Para Romero Rodrigues, sócio da Headline no Brasil, o diferencial da empresa está na aplicação de IA em ambientes industriais de alta criticidade.“A próxima fase da IA enterprise deve avançar para operações críticas e infraestrutura. Existe um espaço importante para plataformas que consigam combinar automação, confiabilidade e capacidade de auditoria em ambientes industriais complexos”, diz.

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