Depois de projeto de mobilidade, Sodexo inicia processo de consumerização

Há três anos, quando o mercado ainda nem estava tão pressionado pela mobilidade, a Sodexo foi surpreendida pelo departamento de negócios com a introdução do conceito em hospitais, especificamente em se tratando de atendimento das nutricionistas da empresa, que tinham de passar informações de forma mais agilizada sobre o cardápio de pacientes à cozinha. À época, a tecnologia utilizada era webOS e Palm. Hoje, o mercado evoluiu, a plataforma foi deixada de lado e as funcionárias da empresa se valem de iPads para executar o serviço há cerca de dois anos.
A apresentação feita pelo CIO da empresa para América Latina, Jorge Cordenonsi, durante sessão Intercâmbio de Ideias, debate com cerca de 20 pares, realizado neste sábado (28/04) na 14ª. edição do IT Forum, realizado na Praia do Forte (BA), com cerca de 200 CIOs das 500 maiores empresas do Brasil.
?Esse processo de evolução trouxe lições: se você tem uma aplicação móvel, seja Palm, seja iOS, são novos desafios que você traz para a área de tecnologia, para desenvolvimento, suporte, gestão. Com essa evolução de TI vem junto a evolução dos desafios que a gente enfrenta para administrar ?, alertou. Como apoio, a companhia utiliza a solução de Mobile Device Management (MDM) da Research In Motion. A companhia tem a perspectiva de criar uma app store própria para fornecer aplicações específicas a seus negócios, mas a dificuldade da diversidade de sistemas operacionais segurou esse processo.
Com 15,3 bilhões de euros de faturamento mundial, dos quais 12% vêm da América Latina, o diagnóstico estava dado: a mobilidade passou a ser algo extremamente importante para o crescimento do negócio.
Além disso, há seis meses a companhia adotou a política de consumerização, também conhecida como Bring Your Own Device (Byod, ou traga seu próprio dispositivo, da sigla em inglês). ?A pressão vai aumentar. Nós temos que criar políticas e dar respostas. Mobilidade é exigência do próprio negócio?, disse Cordenonsi. Para estabelecer é preciso instalar uma solução VPN da Cisco, além de uma camada de software de segurança. Contudo, a política é direta: o suporte ao hardware trazido de fora da casa é zero.
Durante a apresentação, o CIO apresentou uma perspectiva do Gartner que pontua para 2017 que a cada um projeto tradicional de TI, quatro serão focados em mobilidade. ?Não tenho essa relação e não acho que terei nos próximos anos, mas o fato é que esta é uma tendência sem volta?, ponderou.
Cuidado com softwares piratas
Uma questão levantada pelos participantes foi a responsabilidade da TI nos arquivos e softwares baixados em dispositivos do colaborador, mas que acabam sendo utilizados na rede corporativo. Segundo os presentes, não o departamento de TI acaba por se tornar corresponsável em casos do tipo, sofrendo punições da mesma forma. ?São vários níveis que envolvem segurança questão que tem que ser respondida?, disse Reinaldo Meleiro, da Copagás.
