Estudo indicou aumento no desempenho de profissionais que tiveram liberdade para escolher onde trabalhar e, não necessariamente, de casa
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Os professores Prithwiraj (Raj) Chouudhury e Cirrus Foroughi, da Harvard Business School, realizaram uma pesquisa para entender se a flexibilidade de escolha do local de trabalho afeta a produtividade. Após analisarem diversas profissões, a dupla optou por conduzir o estudo com técnicos em patentes dos Estados Unidos.
A escolha pode parecer estranha, mas foi ideal porque esse grupo passou exatamente pela experiência que os acadêmicos desejavam. Em um espaço de tempo muito curto, os técnicos primeiro começaram a intercalar o trabalho entre escritório e casa; tempos depois, a sede foi reduzida e todos passaram ao esquema remoto em tempo integral.
Após o término da pesquisa, os resultados apresentados foram bem significativos. A produtividade dos técnicos aumentou 4,4% e a qualidade do trabalho não foi afetada, já que não se apresentou um aumento no número de erros ou refações. A equipe estima que esse aumento gere US$ 1,3 bilhão a mais por ano na economia americana, com base no lucro arrecadado por patente aprovada.
Como todo o trabalho é realizado pela internet, muitos técnicos aproveitaram o benefício e se mudaram para locais com menor custo de vida, o que se converteu em uma renda maior sem a necessidade de aumento. Além disso, funcionários que moravam relativamente próximos, a cerca 40 quilômetros de distância, apresentavam um desempenho ainda melhor, por conta da troca de experiências
Os resultados reforçaram a tese de que, ao contrário do que se temia, políticas de home office ou programas mais flexíveis podem trazer vantagens reais para as companhias.
Pamela Sousa
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