Limites de banda larga fixa são retrocesso para o País, afirma camara-e.net

Limites de banda larga fixa representam um retrocesso para o País, de acordo com Ludovino Lopes, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).
Para ele, a prática ameaça a inclusão digital, já que consumidores menos favorecidos, que contratam pacote de internet básico em suas casas, serão os mais afetados pela decisão das operadoras de deixar de oferecer planos ilimitados para cobrar por franquia de dados. Eles teriam que pagar mais para ter acesso ao YouTube ou Netflix, dois dos serviços de streaming mais consumidos pelos brasileiros.
“O Brasil é reconhecido internacionalmente por promover a inclusão, a liberdade e a diversidade na Internet”, diz Lopes. “Implantar a cobrança por franquia é quase como voltar à época da internet dial-up, limitando a capacidade de acesso à cultura, à informação e a serviços na web.”
Na última sexta-feira (22/4), a Anatel proibiu, por tempo indeterminado, operadoras de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente quando consumidores utilizarem toda a franquia de internet fixa contratada – mesmo que tais ações estejam previstas em contrato de adesão ou plano de serviço.
