6 problemas do Facebook que precisam de correção

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2:26 pm - 18 de maio de 2012

Quando o Facebook for a público nos próximos dias, a empresa pode chegar a valer mais de US$100 bilhões. A companhia espera que o interesse dos investidores seja alto: há três dias, aumentou o número total de cotas que serão oferecidas e elevou o preço de US$ 28 a US$ 35 por ação, para US$ 34 a US$ 38 por ação. Segundo o registro recente feito na Comissão de Valores Mobiliários norte-americana, a Securities and Exchange Commission (SEC), o Facebook ofertará mais de 421 milhões de papeis.

 

Sem dúvidas, a empresa tem muitos prós: 845 milhões de usuários, alto número de engajamento, quando comparado aos seus competidores, rápido aumento de receita e uma forte comunidade de desenvolvedores.

 

Mas tem também inúmeros problemas:

 

  1. Confiança: os usuários não confiam no Facebook. Segundo pesquisa da AP-CNBC , conduzida no começo desse mês, 59% dos questionados ?disseram que têm pouca ou nenhuma confiança na proteção de privacidade da empresa?. Apenas 13% dos usuários disseram que confiam completamente.

A empresa terá que continuar seu trabalho para convencer os usuários que seu trabalho é sério

  1. Leis: ao conseguir convencer os usuários de que o compartilhamento pode de alguma forma coexistir com a privacidade, o Facebook ainda tem que se preocupar com as leis governamentais. A União Europeia atualmente considera revisar as leis de dados, o que afetaria o gigante social e outras empresas. Nos Estados Unidos, a empresa enfrentará 20 anos de auditoria. Na China, um mercado tecnológico altamente desejado, o gigante social foi banido.
  2. Anúncios: Facebook é uma empresa de propaganda. Esqueça o jargão social por um momento, o verdadeiro propósito da empresa são os anúncios, e uma empresa de anúncio tem sucesso quando seus produtos anunciados veem resultados.

Infelizmente, isso não é verdade para todos. A GM acabou de dizer ao Wall Street Journal, que planeja cessar suas propagandas com a rede social. Aparentemente, os US$10 milhões gastos não ajudaram com suas vendas.

  1. Ceticismo: entre os questionados pela pesquisa da AP-CNBC, 46% acreditam que o Facebook é uma mania passageira. Isso é 3% a mais do que o número que acredita que a empresa veio para ficar.
  2. Valor: três de cada dez norte-americanos questionados pela pesquisa da AP-CNBC, disseram que vistam o Facebook diariamente, mas com qual intenção? Diversão? Autopromoção? Socialização? Isso é interessante, mas há muitos outros lugares nos quais é possível fazer a mesma coisa.

O Facebook tem valor, mas não o tipo de valor que as pessoas desejam pagar, e isso precisa mudar. O gigante social precisa oferecer um armazenamentos de arquivo do tipo Dropbox ou outros serviços para criar engajamento e ir ao encontro de suas necessidades de negócio. O controle de dados de contatos dos usuários não é suficiente para mantê-los interessados se a novidade de compartilhar coisas acabar.

  1. Mobilidade: Apple tem o iOS e o Safari, o Google, tem o Android e o Chrome. Microsoft o Windows Phone e o Internet Explorer.

Facebook não em sistema operacional ou navegador para garantir sua presença em telefones móveis. A empresa depende de apps  e da rede móvel, e isso pode ser perigoso, principalmente por que os apps móveis da empresa não são bem vistos.

O Google já aumentou o número de usuários do Google+ por meio do Android. A Apple tenta melhorar sua competência social e a Microsoft pode não ser tão amigável com o Facebook se conseguir convencer pessoas suficientes a comprarem um Windows Phone.

Pelo menos nesse ponto, o CEO Mark Zuckerberg está ciente. Durante o evento IPO, ele enfatizou que sua prioridade principal é melhorar os apps móveis da empresa.

 

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

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