Ciberataque será ameaça maior do que terrorismo

Os ciberataques contra agências do governo e empresas dos Estados Unidos continuam a crescer e as ameaças cibernéticas um dia ultrapassarão o perigo que o terrorismo representa para os Estados Unidos, afirmou Robert Mueller, diretor do FBI durante uma audiência pública no Senado americano, na terça-feira (01/02).
De acordo com Muller, “acabar com o terrorismo é nossa prioridade, mas, mais à frente, a ameaça cibernética será a número um ao país”.
A reunião aberta do comitê de inteligência do senado – um projeto de pesquisa anual de ameaças para os Estados Unidos e o mundo – teve, além do testemunho de Mueller, os discursos do diretor nacional de inteligência, James Clapper e do diretor da CIA, David Petraeus.
O interesse do congresso americano em ciberssegurança permanece alto. Tanto a Câmara quanto o Senado continuam trabalhando em legislações que abrangem o problema.
Clapper disse que a ciberssegurança já é uma das maiores preocupações nacional, juntamente com terrorismo, proliferação de arma e espionagem. “No ano passado, observamos um aumento em operações tanto contra agências estatais como empresas privadas”.
O grande desafio da proteção contra os ciberataques é a dificuldade de fornecer avisos com antecipação e a complexa vulnerabilidade dentro da cadeia de TI. As atribuições continuam a ser um desafio técnico, mas o governo aumentou o compartilhamento de informação de ameaça entre as agências do governo e o setor privado.
Na audiência, os senadores também discutiram sobre qual agência se encarregaria no caso de um grande ataque cibernético, o qual seria o papel do presidente.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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