A Thomson Reuters, provedora de informação e tecnologia, acionou sua base de decisores corporativos e, em parceria com a Live University, universidade especializada em cursos voltados para negócios, ouviu mais de 300 profissionais em posições de liderança e especialistas para mapear o que eles esperam e o que os preocupa na adoção das novas tecnologias dentro do ambiente corporativo.
Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados acreditam que será impossível se manter competitivo nos próximos três anos nas áreas em que atuam sem a adoção das tendências tecnológicas. No entanto, apenas 42% dos entrevistados pretendem aumentar os investimentos na área de tecnologia e outros 34% planejam manter o montante atual. Já 22% dos ouvidos não planejam aumentar seus investimentos no curto prazo.
Ainda, a implementação de inovações é vista como positiva e traz benefícios na opinião de 90% dos entrevistados. Entre os motivos para a adoção das novas tecnologias, 25% afirmam que o foco está na redução de custos operacionais, seguido de melhoria da governança corporativa e mitigação de riscos, com 21% cada, além de ganhos de competitividade, destacado por 16% dos participantes, e melhoria de produtividade, apontada por 14% dos decisores.
Santiago Ayerza, Head Latam de Corporate e Tax Professional da Thomson Reuters, destaca que grande parte dos decisores tem alta expectativa quanto ao uso de novas ferramentas disponíveis do mercado, como facilitadores do crescimento da empresa e do desenvolvimento do trabalho no dia a dia. “Apesar disso, encontramos ainda algumas barreiras quanto aos investimentos por parte das empresas, mesmo com a percepção dos gestores de que, sem isso, a empresa não conseguirá se manter competitiva”, disse.
O levantamento apontou também quais as tecnologias são mais atraentes, permitindo a múltipla escolha. A internet das coisas (IoT) foi lembrada por 31,3% dos entrevistados, seguida por blockchain (30,9%), data science (29,8%) e inteligência artificial/machine learning (29,2%).
A pesquisa também perguntou a expectativa destas lideranças para o cenário econômico brasileiro no próximo ano. Dez por cento deles se mostram totalmente otimistas, 57% se disseram otimistas dependendo do resultado das eleições, 10% se declararam totalmente pessimistas e outros 23% demonstraram pessimismo que dependerá dos resultados das urnas. Sobre o cenário mundial, 77% se disseram otimistas para 2019.
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