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8 dicas para não ser vítima de espionagem no smartphone

Spywares carregam consigo uma família de malwares bem abrangente, como os keyloggers, trojans e backdors. Em agosto, publicamos uma matéria sobre o BRata, que visa roubar dados bancários de usuários. Esta, claro, é apenas uma das aplicações do spyware.

Entre janeiro e agosto de 2019, mais de 37 mil usuários único sofreram pelo menos um tipo de tentativa de espionagem no seu dispositivo no Brasil. Outra aplicação do spyware é como ferramenta de abuso e quebra de privacidade de vítimas específicas, e não aleatórias.

Mas um spyware também pode se disfarçar de adware em aplicativos que coletam dados pessoais, como de sites, apps e outros, e ainda exibem anúncios intrusivos.

Pensando em alertar os usuários, a empresa de segurança ESET listou 8 dicas e coisas que você precisa saber sobre o spyware. Afinal, ninguém quer (e nem precisa) sofrer nada do tipo.

1 – Como funciona o spyware?

Como a maioria dos malwares, o spyware chega ao seu dispositivo sem que você perceba ou permita, com o objetivo de explorar as vulnerabilidades do software ou navegador.

O software não se propaga como um vírus ou worm – pelo contrário, o spyware se instala convencendo a vítima a baixar algum programa alterado ou malicioso ou a clicar em um anúncio.

O spyware pode assumir outras formas que incluem ataques drive-by-download, que são carregados quando o usuário visita uma página, links de phishing e até mesmo as chamadas ferramentas “antispyware”. O software também pode ser baixado por meio de dispositivos físicos, tais como pen drives.

2 – Que tipos de spyware existem?

O spyware é geralmente classificado em quatro tipos: adware, monitores de sistema, cookies de rastreamento e trojans. Outros exemplos incluem recursos de gerenciamento de direitos digitais que “chamam de casa” a um centro de Comando e Controle (C&C) – keyloggers, rootkits e web beacons.

3 – Como saber se alguém está me espionando?

As soluções anti-spyware e antimalware podem ajudá-lo a analisar o seu computador, embora seja necessário prestar atenção aos sinais mais comuns: funcionamento lento do dispositivo; aparecimento de vários pop-ups; atividade suspeita no disco rígido que fazem com que você fique sem espaço.

Caso identifique alguma dessas situações, considere que algo de errado pode estar ocorrendo com o seu computador.

4 – Como evitar infecções?

Sempre alertamos aos usuários sobre os perigos das lojas de aplicativos não oficiais, e com razão. Esses repositórios frequentemente hospedam aplicativos falsos ou mesmo originais, mas alterados, infectados com malware, que podem ser usados para espionar suas atividades ou roubar informações pessoais confidenciais.

5 – Quem são os alvos?

O spyware já foi encontrado em aplicativos Android e iOS, embora (novamente, como a maioria dos malwares) a ameaça seja particularmente popular no sistema operacional móvel do Google.

Os aplicativos infectados muitas vezes tentam roubar informações, espionar mensagens SMS, rastrear dispositivos e chamadas, capturar entradas de teclado ou executar ataques DoS. Eles também podem forçar o seu dispositivo a tornar-se parte de um botnet.

6 – Governos estão envolvidos no uso de spyware?

Alguns países já utilizaram spyware para espionar opositores, jornalistas e outros cidadãos. O caso do Hacking Team foi um exemplo clássico de venda de ferramentas de spyware para agentes perigosos, enquanto o FinFisher (AKA FinSpy) foi uma suíte de vigilância de alto nível vendida para agências de segurança e inteligência. Ambos sofreram brechas por meio das quais as suas informações foram divulgadas, incluindo listas de clientes.

7 – Como faço para remover um spyware?

Pode parecer complexo, mas é algo bem simples. O processo varia de acordo com o dispositivo, mas baixar um software que bloqueie spywares, fazer atualizações e verificações de segurança e excluir arquivos temporários é um bom começo.

Os usuários de dispositivos móveis também precisam remover aplicativos desnecessários ou suspeitos e restaurar as configurações de fábrica.

8 – Quais navegadores são os piores para spyware?

O Internet Explorer, da Microsoft, é talvez o mais suscetível a ataques de spyware, especialmente por causa dos diversos problemas de segurança que já ocorreram ao longo dos anos. É por isso que muitos usuários preferem instalar o Mozila Firefox ou o Google Chrome.

O spyware é propagado pela web, atingindo dispositivos móveis e computadores. É necessário sempre estar atento ao navegar pela Internet, e evitar clicar em links suspeitos ou baixar software desconhecido. Além disso, é fundamental usar uma solução de segurança para estar protegido.

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