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8 dicas de linguagem corporal que o ajudarão em entrevistas com headhunter

Temos uma habilidade impressionante de nos comunicarmos, mesmo quando não usamos palavras. A linguagem corporal tem uma capacidade incrível de transmitir sinais e informações que falam muito sobre nossa personalidade, sobre nosso estado de espírito. Dentro de um processo de recrutamento e seleção é indispensável passarmos a mensagem correta.

Cada headhunter tem uma leitura diferente sobre o quanto a linguagem corporal e as expressões faciais influenciam a impressão deixada durante a entrevista. Para mim, a linguagem não falada representa 60% daquilo que o candidato comunica. Sendo assim, é crucial ficar atento às mensagens que podem ser interpretadas ao longo da entrevista. Por isso, separei oito dicas, sendo que quatro delas causam uma boa impressão e as outras quatro, na minha opinião, podem prejudicar o candidato. Vale a pena ficar atento.

#1 Sorrir: Sorrir é fundamental para criar um vínculo de empatia com o recrutador. O sorriso representa seu estado emocional, sua simpatia e seu entusiasmo em participar daquele processo de seleção. É uma linguagem corporal poderosa que fala muito sobre sua personalidade. É um convite para tornar a entrevista uma conversa mais leve – sem falar que quebra o gelo do primeiro contato.

#2 Aperto de mãos: Um aperto de mãos firme, decidido e com atitude também representa sua energia e disposição de estar ali. Mais do que mostrar sua presença e ânimo em participar da entrevista, um aperto de mãos presente mostra que você encara seus desafios de frente, que você sustenta o que está falando. Mas, é claro que nada disso faz sentido se você não olhar nos olhos.

#3 Olhos nos olhos: Conversar olhando nos olhos demonstra verdade e convicção no que se está falando. É claro que encarar o recrutador pode criar um clima desconfortável, mas mostrar por meio do olhar seu interesse e integridade são excelentes formas de se comunicar para causar uma boa impressão.

#4 Postura: Tanto a postura alinhada na hora de caminhar quanto de se sentar são importantíssimas. Ao se sentar, mantenha a coluna reta. A melhor forma é sentar-se do meio para a ponta da cadeira, prestando atenção para manter os pés paralelos ao chão. Mantenha uma distância confortável da mesa. Muito próximo e debruçado pode causar um desconforto no ambiente. Muito distante passa a sensação de descaso.

#5 Gesticulação: Para os que gostam de articular com as mãos, recomendo tentar conter o impulso “espalhafatoso”. Embora seja quase impossível falar sem gesticular, movimentos expansivos e excessivos demostram inquietude, certa imaturidade e nervosismo. Além de tudo, desconcentram o entrevistador.

#6 Síndrome das pernas inquietas: Diretamente relacionada com a gesticulação, a síndrome das pernas inquietas é facilmente reconhecida pelo movimento frenéticos dos pés e pernas. Além de causarem um sentido de urgência, apressando o entrevistador, o gesto demonstra uma ansiedade fora de controle. Mesmo que seja um hábito inocente, a mensagem que passa é que a pessoa está com pressa. Atrelada a essa mania, está o tamborilar de dedos sobre a mesa.

#7 Cruzar os braços: É um bloqueio inconsciente. Claramente uma forma que o corpo encontra de manter a pessoa longe e mostrar que está sendo invadida uma zona de segurança. Pode transmitir também tédio e insatisfação com a entrevista.

#8 Checar o celular: A pior atitude de todas, na minha opinião, e certamente o mal do nosso século. A inabilidade das pessoas em se desconectar e estarem 100% presentes, destrói excelentes oportunidades. Quando estou conduzindo a entrevista, deixo a pessoa à vontade para atender uma ligação, caso seja necessário. Mas, se percebo que as notificações estão sugando a atenção do profissional, eu perco o ânimo de continuar o processo.

Talvez a dica mais importante que eu posso dar é que a pessoa seja transparente e autêntica. Mais do que seguir uma cartilha, seja você mesmo. Tudo o que você disser e fizer irá transmitir uma mensagem. Esteja consciente da informação que você quer que o outro receba e fique atento para que a sua linguagem corporal não comunique erroneamente o que você deseja.

 

 

(*) Débora Lima da Cunha é formada em administração de empresas pela PUC-SP e headhunter na Trend Recruitment

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