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70% das transações bancárias são digitais

O número de transações bancárias no mobile cresceu 28% em 2021 e, se somado a todas as outras transações digitais, a porcentagem chega a 70%, sendo o celular como o canal preferido dos consumidores, de acordo com a 30ª Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. O número de transações como um todo teve aumento de 15%.

O smartphone, inclusive, já representa 56% das transações bancárias no Brasil. Em seguida, estão as “maquininhas” de cartão (16%), internet banking (14%), caixas eletrônicos (6%), correspondentes bancários (3%), agências (3%) e contact center (2%), diz o estudo conduzido pela Deloitte.

De acordo com Rodrigo Mulinari, diretor do Comitê de Inovação e Tecnologia da Febraban, a liderança do dispositivo deve manter-se em crescimento nos próximos anos, o que é evidenciado por um movimento de maior expansão de movimentação financeira, sendo que antes o grande uso era para consultas. As transações financeiras cresceram 75% de 2020 para o ano passado, enquanto as de consulta aumentaram 17%. Além disso, 9 em cada transações de contratação de crédito, consulta de investimento e de consulta de saldo e extrato já são digitais.

Outro destaque são as aberturas de contas por meio digitais: pela primeira vez, esse número foi superou aos canais tradicionais. Em 2021, foram 10,8 milhões de contas abertas nos canais digitais, uma elevação de 66% ante o ano anterior, e 9,9 milhões nos canais físicos, 16% a mais do que em 2020. O levantamento não revela quantas das contas são abertas em bancos tradicionais e quantas em fintechs.

Chama atenção na pesquisa a relevância dos chatbots para as transações de consultas. Houve um aumento de 53% no canal, chegando a 185,1 milhões de consultas transacionais. “O chatbot passa a se tornar um canal já relevante, principalmente em consultas, mas é mais um canal que o setor brasileiro traz e cai no gosto do cliente”, destaca Rodrigo.

Pix e Open Finance

A quantidade de usuários cadastrados no Pix cresceu 72% ao comparar março de 2021 e deste ano, chegando a 51 milhões. E, dentre esses cadastrados, 6% receberam mais de 30 Pix em um mês e 8% fizeram um pagamento mais de 30 vezes.

“Existem dois movimentos acontecendo: uma adesão muito forte de usuários e, boa parte deles não vem competir com as transações tradicionais, são pequenas ou para novos fins. Além disso, teve um aumento da utilização, ou seja, usuários de uso recorrente aumentaram muito. O Pix já tem um número representativo de transações, ainda que no total seja pouco, mas ao longo do tempo acredito que o pix alavancará as transações bancárias”, comentou Rodrigo.

Em relação a abertura de dados para o Open Finance, o estudo revelou que 644 mil pessoas já deram consentimento ao sistema. O dado, de abril, mostra crescimento de 18% em relação a dezembro do ano anterior.

“O nível de compartilhamento dos dados tende a aumentar à medida que o ecossistema demonstre valor ao cliente final. Ou seja, o consumidor tem que perceber os benefícios do Open Finance, como, por exemplo, a facilidade de consolidação e organização dos seus dados financeiros que lhe proporciona uma melhor experiência bancária”, disse Sérgio Biagini, sócio-líder da Deloitte para a indústria de serviços financeiros.

Sobre o tipo de dados compartilhados, no caso de pessoas físicas, 33% dos dados compartilhados foram de contas (limite, extrato e saldo), 23% dados obrigatórios (dados cadastrais e informações complementares), 22% para dados de cartão de crédito (limite, fatura e transações), e 22% sobre dados de operação de crédito (direitos creditórios descontados, financiamentos, adiantamentos a depositante e empréstimos).

Já as pessoas jurídicas trazem os dados de contas (34%), seguidos de dados de operação de crédito (30%), dados obrigatórios (20%) e dados de cartões de crédito (16%).

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