O pensamento empreendedor não precisa ser construído apenas na vida adulta ou no mercado de trabalho, seu desenvolvimento pode começar ainda na adolescência. “Todo indivíduo é um empreendedor em potencial. O empreendedorismo nada mais é do que um conjunto de habilidades que podem e devem ser exercitadas, desenvolvidas, aprimoradas e compartilhadas. Não se trata de ter um dom.”, afirma Dudu Obregon, autor da disciplina Empreendedorismo Criativo da Mind Makers.
Muitas escolas brasileiras, inclusive, têm notado a importância de aprimorar essa habilidade em seus alunos e estão investindo em disciplinas que focam na criatividade, nas competências socioemocionais e na capacidade de resolução de problemas. Este movimento vem acontecendo principalmente porque, a partir de 2021, o Ensino Médio brasileiro terá uma formação mais voltada para o empreendedorismo, processos criativos, investigação científica e mediação e intervenção sociocultural.
“Só aprendemos a empreender, empreendendo. Por isso, o contato com dinâmicas e projetos reais no Ensino Médio auxilia na construção do pensamento crítico, capaz de solucionar problemas, desenvolver projetos e de aprimorar ideias”. Pensando nisso, a disciplina ofertada pela Mind Makers se baseia em 7 pilares importantes para o desenvolvimento de uma postura empreendedora e criativa:
A liderança facilitadora consiste nas atitudes de um líder que percebe, entende e conduz seu grupo para determinado objetivo. “Não se trata de ‘talento para mandar’, o empreendedorismo
se faz em conjunto”, afirma Obregon.
Essa habilidade se concentra na capacidade que uma pessoa tem em gerir conflitos e tensões internas e externas com o grupo. Obregon afirma que “aprender a lidar com eventuais
problemas que podem surgir ao longo de um projeto ou de uma ideia é uma maneira de trabalhar sua criatividade”.
Isso não significa necessariamente investir em uma ideia que não está dando certo. Uma pessoa com postura empreendedora e criativa é aquela que levanta o otimismo e a persistência
ao desafio do seu grupo.
Embarcar no desafio de forma coletiva e interdependente, sem querer resolver tudo sozinho é uma habilidade valorizada em quem quer aprimorar sua capacidade empreendedora.
Proatividade e iniciativa para intervir nos desafios do grupo são maneiras de exercitar a criatividade e as ideias inovadoras.
Uma habilidade importante quando se trata de criatividade e empreendedorismo é a possibilidade de se comunicar claramente, entender os outros e se fazer entendido.
“Uma das maneiras de uma pessoa construir essa competência é exercitando sua empatia, dando abertura e mantendo uma escuta ativa com sua equipe”, finaliza Obregon.
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