Quando o Facebook for a público nos próximos dias, a empresa pode chegar a valer mais de US$100 bilhões. A companhia espera que o interesse dos investidores seja alto: há três dias, aumentou o número total de cotas que serão oferecidas e elevou o preço de US$ 28 a US$ 35 por ação, para US$ 34 a US$ 38 por ação. Segundo o registro recente feito na Comissão de Valores Mobiliários norte-americana, a Securities and Exchange Commission (SEC), o Facebook ofertará mais de 421 milhões de papeis.
Sem dúvidas, a empresa tem muitos prós: 845 milhões de usuários, alto número de engajamento, quando comparado aos seus competidores, rápido aumento de receita e uma forte comunidade de desenvolvedores.
Mas tem também inúmeros problemas:
A empresa terá que continuar seu trabalho para convencer os usuários que seu trabalho é sério
Infelizmente, isso não é verdade para todos. A GM acabou de dizer ao Wall Street Journal, que planeja cessar suas propagandas com a rede social. Aparentemente, os US$10 milhões gastos não ajudaram com suas vendas.
O Facebook tem valor, mas não o tipo de valor que as pessoas desejam pagar, e isso precisa mudar. O gigante social precisa oferecer um armazenamentos de arquivo do tipo Dropbox ou outros serviços para criar engajamento e ir ao encontro de suas necessidades de negócio. O controle de dados de contatos dos usuários não é suficiente para mantê-los interessados se a novidade de compartilhar coisas acabar.
Facebook não em sistema operacional ou navegador para garantir sua presença em telefones móveis. A empresa depende de apps e da rede móvel, e isso pode ser perigoso, principalmente por que os apps móveis da empresa não são bem vistos.
O Google já aumentou o número de usuários do Google+ por meio do Android. A Apple tenta melhorar sua competência social e a Microsoft pode não ser tão amigável com o Facebook se conseguir convencer pessoas suficientes a comprarem um Windows Phone.
Pelo menos nesse ponto, o CEO Mark Zuckerberg está ciente. Durante o evento IPO, ele enfatizou que sua prioridade principal é melhorar os apps móveis da empresa.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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