Quais gerações fazem parte do mercado de trabalho?

Fatores sociais, econômicos e culturais têm feito várias gerações dividirem o mesmo espaço no mercado de trabalho. Os fatores sociais se referem ao envelhecimento da população brasileira. Dados do IBGE revelaram que, entre 2012 e 2016, o grupo de idosos (pessoas com 60 anos ou mais) cresceu 16%.

O acesso à saúde e à qualidade de vida tem favorecido o envelhecimento cada vez mais saudável da população, o que aumenta a longevidade dessas pessoas.

Ativas, elas não querem abrir mão do trabalho, aponta a Robert Half, empresa que atua no recrutamento de talentos. Esse é um fator cultural relativamente novo que vemos instalado nas empresas: os profissionais chegam à idade de se aposentar, mas querem continuar cultivando seus laços sociais, mantendo-se úteis.

A nova geração chega ao mercado de trabalho altamente conectada com as redes sociais e todas as facilidades que a tecnologia proporciona. A Robert Half separou as características de cada geração para ajudá-lo a gerenciar melhor seus colaboradores. Acompanhe abaixo.

Veteranos

A Geração dos Veteranos é formada por pessoas que nasceram entre 1925 e 1944, viveram na época da 2ª Guerra Mundial. Marcados por grandes crises econômicas, são indivíduos de personalidade mais rígida.

Esse perfil se dá por conta das dificuldades que enfrentaram. São profissionais que respeitam fielmente as regras e seus principais valores são moral, família e trabalho.

São atraídos pela estabilidade. Muitos já estão aposentados, mas permanecem no mercado de trabalho e preferem hierarquias rígidas, além de ficarem anos na mesma empresa.

Baby Boomers

Devido à explosão demográfica após a Segunda Guerra Mundial, os Baby Boomers ganharam esse nome em referência ao grande crescimento populacional.

Nascidas entre 1945 e 1960, essas pessoas passaram por uma transformação cultural em que a disseminação da grande mídia, por meio da TV, foi um influenciador que alterou o comportamento dos jovens da época.

Marcaram essa geração os ideais de liberdade, o feminismo, os movimentos a favor dos negros e homossexuais. No território nacional, os festivais de música tiveram grande relevância e eram realizados com o objetivo de enfrentar e resistir à censura da ditadura civil-militar.

São funcionários assíduos e apreciam estabilidade, por isso, passam muitos anos nas empresas e, na maioria das vezes, no mesmo cargo.

Geração X

Nascidos entre 1961 e 1980, aproximadamente, as pessoas que fazem parte da Geração X foram os primeiros a pensar que “a empresa não é tudo”.

Para eles, as hierarquias são menos rígidas, mas ainda importam. Também apreciam estabilidade e são profissionais comprometidos e consistentes em suas ações.

Estão no auge da carreira, esperam mais reconhecimento profissional e, para isso, não necessariamente têm de estar dentro de um escritório. São ativos, dinâmicos, pensam em empreender.

O desafio dessas pessoas é lidar com a tecnologia e acompanhar os processos de mudanças constantes, e para isso são treinados. Sentem-se bastante pressionados pela geração que os sucede, a Y.

Geração Y

Também chamada de Millennials, fazem parte da Geração Y pessoas nascidas, aproximadamente, entre 1981 e 2000, todas marcadas pela revolução tecnológica.

Enquanto os X tiveram de ser treinados para colocar em prática a tecnologia no seu dia a dia, os Y já entram no mercado de trabalho com essa realidade.

Eles são informais e, por isso, uma hierarquia rígida lhes parece desinteressante. São globalizados e a mentalidade é de que a organização precisa se adaptar ao indivíduo, e não o contrário.

Essa geração é a que realmente desafia muitos gestores. Emocionalmente carentes e instáveis, querem trabalhar por paixão e com aquilo que gostam. Não se prendem a status social e dinheiro é apenas uma forma de poder ser livre, o que diminui seu apego a ele.

Geração Z

Nascidos a partir de 2001, a geração Z tem conectividade espontânea com o mundo virtual. Nasceram com a tecnologia em alta e não conhecem o mundo sem ela, por isso, fazem uso do recurso não apenas para trabalhar, mas para viver.

Em 2019, completam 18 anos. Muitos desses jovens já estão iniciando sua carreira profissional nas empresas por meio de estágios. Por cultivarem relações extremamente superficiais, é desafio da gestão da empresa pensar em como as relações de trabalho vão se dar com a entrada dessa geração no mercado de trabalho.

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