Notícias

4 riscos que dispositivos IoT levam para sua casa, carro e mais

Dispositivos IoT (Internet of Things, Internet das Coisas) estão cada vez mais populares. Eles estão no pulso das pessoas, nas TVs, em lâmpadas e caixas de som inteligentes.

A expectativa é de que o 5G, por exemplo, seja um grande impulsionador da tecnologia. Por permitir que mais dispositivos estejam conectados em um raio, tanto usuários quanto indústrias deverão se beneficiar.

Uma das boas vantagens de dispositivos IoT está exatamente nas possibilidades que eles trazem. Você pode, por exemplo, controlar uma série de áreas da sua casa sem precisar estar presente, de fato, usando um único app.

Mas, por trás de todo o conceito de integrar todos os dispositivos, ainda existem ameaças a serem evitadas. A Check Point, fornecedor global em soluções de cibersegurança, destaca quatro dos principais.

“Carros, eletrodomésticos, relógios, etc. É cada vez maior o número de dispositivos ligados à internet”, aponta Fernando de Falchi, gerente de engenharia de segurança da Check Point no Brasil.

Ainda relacionando os benefícios da tecnologia, ele alerta que “a maior parte dos dispositivos de IoT contam com níveis de proteção muito baixos ou são praticamente inexistentes”.

Desta forma, Falchi explica que o foco está em conceber um dispositivo cheio de funcionalidades, mas “deixando a segurança de lado”.

“Por isso, este tipo de dispositivo é muito vulnerável perante ciberameaças mais avançadas, o que afeta tanto os utilizadores como as empresas”, afirma.

A Check Point relaciona que estes são os riscos mais comuns associados a dispositivos IoT:

1 – Acesso ao resto da rede

Os eletrodomésticos, especialmente os frigoríficos ou as televisões, são os mais recentes exemplos de uma longa lista de produtos que têm sido incorporados à lista de dispositivos que estão ligados à internet.

No entanto, a sua incorporação ao mundo digital não tem vindo acompanhada de um aumento nos níveis de segurança perante possíveis ciberataques.

Portanto, convertem-se em pontos fracos na rede de dispositivos conectados, para que um cibercriminoso possa tirar proveito desse ponto de acesso e usá-lo como uma ponte para comprometer a segurança dos outros elementos ligados à rede, como computadores, telefones, etc.

2. Espionagem através do smartwatch

Os relógios inteligentes e as pulseiras de atividade física estão equipados com uma ampla variedade de sensores que lhes permite desenvolver as funcionalidades, como localização, contagem de passos, medição do ritmo cardíaco, etc.

Estes dispositivos coletam uma grande quantidade de informações que possibilitam identificar padrões de comportamento, períodos de tempo, quando e para onde os utilizadores vão e por quanto tempo.

Desta forma, se a segurança de qualquer um destes dispositivos for comprometida, um cibercriminoso pode usá-la para invadir o nosso ambiente privado ou profissional.

3. Roubo de dados através das Smart TVs

Uma boa parte dos utilizadores usa aplicações de streaming de séries ou de reprodução de música, entre outros, diretamente na sua SmartTV. Para isso, precisam inserir informações de acesso, algo que representa um risco, considerando o baixo nível de proteção destes dispositivos.

Isto representa uma ameaça ainda maior se o utilizador e a senha forem iguais para outros serviços, como o e-mail. Por esse motivo, a Check Point desaconselha o uso da mesma senha em diferentes plataformas.

4. Ataques a carros inteligentes

Os avanços nas cidades inteligentes também são marcados pela evolução dos veículos. Não apenas em relação à fonte de energia, mas também à conectividade, pois são cada vez mais os veículos que têm funcionalidades ligadas à rede.

Neste sentido, deve notar-se que aos poucos, os primeiros carros autônomos com incontáveis sensores que permitem calcular a distância com todos os elementos que têm à volta, controlam a velocidade e a travagem, etc. Portanto, um cibercriminoso pode assumir o controle de um ou mais destes veículos e causar colisões ou roubar veículos.

O engenheiro da Check Point acredita que a chegada de dispositivos IoT tende a “melhorar e facilitar as nossas vidas”. Porém, como temos uma série de dispositivos ligados à internet ao nosso redor, com acesso aos nossos dados, “temos a tendência de desvalorizar os riscos à nossa segurança.”

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

4 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

7 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

9 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

1 dia ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

1 dia ago