Escrevi, semana passada, que líderes de TI não deveriam apenas permitir mídias sociais; eles deveriam integrar, ativamente, dados de redes sociais por toda a empresa. A questão então se torna: Como?
Depois de pensar um pouco sobre o assunto e de conversar com alguns amigos de negócios, eu cheguei a essas quatro recomendações para líderes de TI.
1. Insista em política. As áreas de TI têm muita experiência em criar políticas a favor da tecnologia, e essa experiência pode ser aplicada às mídias sociais, observou Wade Rockett, gerente de estratégias digitais da empresa de relações públicas, Weber Shandwich, e ex-gerente de TI. ?A TI está bem preparada para saber o que pode dar errado?, disse Rockett. ?Talvez seja esse o motivo pelo qual a TI está tão relutante, mas também pode se tornar uma parceira muito valiosa?. Em outras palavras, ofereça o veículo, mas não deixe que saiam da pista.
Algumas empresas talvez já tenham políticas para redes sociais, mas assim como foi o caso inicial das políticas de Internet há muito, muito tempo, essas políticas podem exigir modificações conforme a tecnologia amadurece. Ninguém tem todas as respostas, mas serão necessárias diversas iterações até acertar em tudo. Portanto, convide o pessoal de segurança para participar. Mas não comece perguntando se ?iremos permitir mídias sociais em nossos aplicativos??. Comece com ?Como vamos permitir mídias sociais em nossos aplicativos de forma que agrade a todos??
2. Incorpore. Ainda existem aqueles que acreditam que mídias sociais são moda passageira e, às vezes, você pode convencê-los do contrário com um projeto interno. Software externo geralmente representa maior risco e exige muito mais segurança (e muito mais burocracia) antes da implantação.
Rockett disse: ?Uma longa conversa por e-mail, com diversas correntes ramificadas, seria mais apropriada no Yammer ou Chatter, para não lotar a caixa de entrada. Esse outro site seria pesquisável, encadeado e num local de fácil acesso?. Menos email no meu dia? Eu quero.
Nesse caso, o valor da proposta é significativo para a maioria dos usuários experimentando mídias sociais. Se a TI puder fazer uma rápida implantação de um sistema interno, poderá ajudar a gerar interesse corporativo por um projeto externo mais ambicioso.
3. Conselhos frequentes. Enquanto a TI precisa ser um pouco mais proativa ao propor soluções de mídias sociais, você não pode ignorar o fato de que RP, marketing e comunicações corporativas são especialistas em comunicação com o cliente. Portanto, muitas vezes, eles terão a ideia básica, mas, o problema é que não terão a perspicácia técnica para completar a proposta. A TI pode ser útil ?na hora de descobrir se o que proponho é possível?, disse Rockett.
No entanto, como os profissionais de TI têm a merecida fama de não apoiarem mídias sociais, profissionais de marketing/comunicações ficam relutantes na hora de consultá-los. ?A área de TI com que trabalho quer manter as coisas no ritmo de 2006, antes das redes sociais realmente pegarem?, me escreveu Dave Del Piano, CMO em uma empresa de gerenciamento de serviços, de São Francisco, Califórnia. ?Os caras aqui se assustam com tanto poder e potencial para mudanças?. E é por isso que você deve conversar com os CMOs de sua empresa. Eles vão gostar.
4. Integre. Pense sobre o que importa para seu negócio. Dados de consumidores são (ou deveriam ser) o mais importante. Produtos como Fatwire e Day Software ajudam empresas a derivar dados de seus consumidores com base nas interações dos consumidores com seus websites. Por exemplo, empresas podem oferecer tutoriais para novos clientes e produtos especiais para consumidores antigos. Os consumidores que participam das comunidades do site apresentam um ponto de coleta de dados adicional que permite que o conteúdo seja ainda mais personalizado. Sites como o Facebook vão além, colocando conteúdo diante de usuários que passam, voluntariamente, uma enorme quantidade de dados específicos.
Isso soa um pouco bizarro, mas em sua forma mais inocente, é a mesma coisa que um vendedor de sapatos que oferece, a um homem, um sapato masculino em vez de um feminino. É normal que uma empresa queira saber mais sobre seus consumidores.
E como eu destaquei semana passada, redes sociais dependem mais da confiança e das recomendações de seus usuários. Isso não é bizarro. Pessoas recomendam faxineiras e encanadores umas para as outras o tempo todo. Automatizar esse processo, seja com um ?curtir? ou ?+1? em um produto ou serviço, faz todo sentido. No longo prazo, empresas que não fazem isso estarão em grande desvantagem.
Você precisa refazer todo seu catálogo de vendas online para permitir que as pessoas compartilhem no Facebook e Google+? Kurk Marco, colaborador da InformationWeek EUA, ressaltou que ?se seus aplicativos legados são baseados em web, talvez não seja tão difícil assim modificar o template do aplicativo para incorporar algum tipo de widget de rede social como os botões onipresentes: Tweet, Compartilhe, Buzz ou +1
Conclusão: aplicativos corporativos existem para oferecer dados integrados – e uma fonte única – entre logística, vendas, financeiro, HR, cadeia de suprimento, CRM e mais. Se você não integrar a parte de mídias sociais, terá um problema. (Aparentemente, a Oracle também pensa assim, já que comprou o Fatwire).
É verdade que ?rede social? é um termo quase tão vago quanto ?nuvem?. E o mercado está dividido e irá, no final, se consolidar. Portanto, leve o tempo que precisar para compreender os diferentes segmentos de redes sociais e descobrir as ferramentas que fazem sentido para sua empresa. Del Piano sugere que as organizações de TI tratem as redes sociais como um buffet, não um jogo em que o pessoal de marketing ganha e a TI perde.
Não estou sugerindo que as empresas mergulhem em mídias sociais sem um plano. O segredo está em oferecer ajuda às pessoas que precisam e ter um objetivo corporativo definitivo em mente.
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