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4 conclusões sobre os resultados financeiros da Apple

Alguns especialistas estão “entediados” com os resultados trimestrais da Apple. Ainda que a empresa tenha apresentado receita total de US$ 53,3 bilhões, uma taxa de crescimento de 17%, não é tão difícil para uma das organizações mais valiosas do mundo continuar a lucrar. 

A cada três meses, a Apple precisa revelar coisas sobre si mesma que provavelmente desejaria manter em segredo, e essas revelações podem ajudar a entender melhor a empresa e seus produtos. Confira algumas das coisas mais interessantes descobertas na teleconferência feita por Tim Cook com os analistas: 

A aposta do iPhone X foi recompensada 

A liberação de um iPhone ultra-high-end parecia uma aposta muito arriscada como o produto mais importante da Apple. Havia dúvidas sobre se isso suprimiria as vendas de iPhones de baixo custo e se as dificuldades de produção tornariam impossível atender à demanda. 

Mas a Apple não apenas vendeu a maioria dos iPhones vendidos no terceiro trimestre fiscal, mas ao analisar a receita média do iPhone em quatro trimestres – uma ferramenta útil para eliminar a sazonalidade e obter uma melhor percepção das tendências de longo prazo – a receita do iPhone X superou o pico maciço da era iPhone 6/6 Plus. 

“Nós nos sentimos maravilhosos com o iPhone. Se você olhar para o topo da nossa linha, e com isso quero dizer o iPhone X, o 8 e o 8 Plus, eles estão crescendo muito bem, como você provavelmente pode imaginar ao olhar para a média de vendas e nós não poderíamos estar mais felizes”, disse Cook. 

Segundo ele, o iPhone 8, o iPhone 8 Plus e o iPhone X estão entre os mais vendidos no mundo, então este não é um fenômeno limitado ao iPhone X. 

O surgimento de novas categorias 

Nunca ficou claro que os grandes impulsionadores do crescimento da Apple, hoje, sejam duas categorias que costumavam ser amplamente ignoradas ao analisar os negócios da Apple: serviços e outros produtos. Os serviços, uma categoria que inclui a App Store, a Apple Music, a AppleCare e serviços em nuvem, bateram um recorde de receita de US$ 9,5 bilhões, o dobro do que há três anos e meio atrás. 

A Apple vai lançar um serviço de vídeo em algum momento. “Como você sabe, contratamos dois executivos de televisão altamente respeitados no ano passado e eles têm trabalhado em um projeto que ainda não estamos prontos para compartilhar todos os detalhes, mas eu não poderia estar mais empolgado com o que está acontecendo”, revelou Cook que também citou a aceleração no corte de TV a cabo e o crescimento dos serviços de vídeo. 

Já o segmento de “Outros Produtos” apresentou crescimento pelo sétimo trimestre consecutivo, gerando receita de US$ 3,7 bilhões. Essa categoria contempla os produtos wearables da Apple – Apple Watch, AirPods e fones de ouvido Beats. Cook disse que eles aumentaram 60% ano a ano, com receita de wearables superior a US$ 10 bilhões nos últimos quatro trimestres. 

O principal diplomata da Tech 

Tim Cook foi recentemente chamado de “o melhor diplomata de tecnologia” pelo New York Times, e esse toque diplomático estava em exibição na teleconferência. Quando questionado sobre possíveis guerras comerciais entre os EUA e a China, Cook minimizou o dano potencial para a Apple. 

“Nossa visão sobre tarifas é que elas aparecem como um imposto sobre o consumidor e acabam resultando em menor crescimento econômico”, disse ele. “E às vezes pode trazer um risco significativo de consequências não intencionais. Dito isso, as relações comerciais e acordos que os EUA têm com outras grandes economias são muito complexos, e está claro que vários precisam de modernização. Mas achamos que, emgrande maioria das situações, as tarifas não são a maneira de fazer isso”. 

Sem surpresa, Cook – que sempre expressou um entusiasmo otimista sobre o crescimento da Apple na China – disse que acha que os dois países vão resolver as coisas, porque é o melhor resultado para todos os envolvidos. 

“Estamos otimistas, como tenho sido o tempo todo, de que isso será resolvido. Há uma inescapável reciprocidade entre os EUA e a China que serve como um ímã para unir os dois países. Cada país só pode prosperar se o outro o fizer, e é claro que o mundo precisa que os EUA e a China prosperem para que o mundo se dê bem”, frisou ele. 

Qual é a estratégia do ecossistema da Apple? 

A analista Laura Martin, do Needham, queria que Cook respondesse se produtos como o AirPods e o Apple Watch são “entradas para o ecossistema da Apple” ou se a única maneira é o iPhone. 

Cook respondeu: “está claro, a partir das comunicações que tive com os usuários, que alguns deles foram atraídos para o iPhone por causa do Apple Watch e, portanto, o Apple Watch os levou ao iPhone. O inverso disso também é verdade, que alguém pegou o iPhone e decidiu. Mas nem sempre é um caminho linear. Eu vejo essas coisas como sendo um pouco fluidas e diferentes para cada usuário”. 

 

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