Notícias

3 previsões sobre proteção de dados para 2020

Ao longo do último ano, a questão da proteção de dados enfrentou uma série de desafios, levando os fornecedores a evoluírem orgânica e inorganicamente para atender às necessidades dos negócios em rápida transformação. Os ataques de ransomware aumentaram em 2019, chegando a um incremento de 118% em alguns setores, assim como cresceu a entrega de proteção de dados como serviço (DPaaS), dominando as estratégias de continuidade e de disaster recovery (BCDR) em vários segmentos. Também os impactos das mudanças climáticas nos negócios se tornaram claros em estados como a Califórnia, onde a energia foi cortada intencionalmente para prevenir incêndios.

O ano que se inicia testará diversos negócios, bem como os responsáveis de TI e os fornecedores de proteção de dados na medida em que as ameaças às informações sensíveis se tornarem cada vez mais difundidas. É nesse contexto que a Arcserve, hoje a marca com maior experiência em todo mundo em proteção de dados e disaster recovery, apresenta suas previsões para BCDR para 2020.

“Estamos notando a adoção de uma abordagem mais personalizada por parte dos criminosos, deixando de lado ataques em massa e sofisticando cada vez mais suas ações, elegendo os próprios backups como um alvo preferencial”, analisa Daniela Costa, vice-presidente para a América Latina da Arcserve. Independente do setor em que atuam, as empresas precisam se preparar melhor para esse cenário de contínuos ataques, adotando uma abordagem mais ampla para a redução do risco de ter de pegar um resgate para restaurar suas operações. Isso significa não apenas fazer investimentos nos mais avançados softwares de detecção de ameaças e de retomada das operações, mas também garantir que os protocolos de backup dessas empresas estejam alinhados com os procedimentos mais avançados disponíveis.

A migração para a nuvem também só tende a aumentar. Porém, agora os profissionais de TI devem ponderar a implementação de estratégias hibridas e de multicloud, observando novas maneiras de superar os obstáculos e a complexidades associados a cada uma delas, especialmente com a maior prevalência das soluções baseadas em Software como Serviço (SasS).

Para Daniela, “em 2020 devemos esperar que as organizações dediquem mais recursos para disseminar com sucesso essas infraestruturas, padronizando um modelo de segurança que funcione através de diferentes fornecedores para reduzir as lacunas, evitando configurações errôneas e fazendo com que os dados críticos, fluxos de trabalho e aplicações respondam adequadamente a situações extremas”.

E, para acompanhar o ritmo em que as organizações estão se mudando para a nuvem, deverão surgir ofertas com o objetivo de tornar mais fácil para as empresas migrarem suas informações sensíveis. Essas soluções fornecerão recursos para garantir que não haja impacto nos sistemas de produção quando do processo de migração, de modo que as empresas não tenham que sofrer qualquer downtime desnecessário.

Outra importante observação feita pelos especialistas da Arcserve dizer respeito às mudanças climáticas. À medida em que elas se tornam mais drásticas, os negócios devem ajustar seus planos de recuperação de desastre para melhor antecipar aqueles cenários que podem suspender suas operações e serviços de TI. Em 2020, os especialistas em recuperação de desastres e em continuidade dos negócios irão refinar suas técnicas para enfrentar novos cenários, como o gerado na Califórnia com a introdução de cortes planejados de energia, impedindo a ocorrência de longas paralizações, perda de dados e danos financeiros. Eles também irão iniciar a documentação dessas táticas de prevenção, particularmente naquelas regiões onde o clima severo está mais presentes, viabilizando que os líderes de negócios se preparem com antecedência para esses cenários.

“Embora seja claro que existam diversos fatores internos e externos que podem impactar na continuidade dos negócios, o fato é que as empresas estão trabalhando para fazer os investimentos necessários para manter seus preciosos dados corporativos em segurança”, analisa Oussama El-Hilali, CTO da Arcserve, acrescentando que a capacidade de enfrentar com sucesso todas essas ameaças passa pela necessidade de uma definição clara das políticas e procedimentos aliada a investimentos conscientes na proteção dos dados.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

1 dia ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

1 dia ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

1 dia ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago