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3 dicas para a colaboração entre humanos e máquinas no trabalho

Imaginar o papel dos profissionais em um ambiente de trabalho cada vez mais dominado por automação, robôs e inteligência artificial (AI) pode levar a uma cena parecida com uma utopia ou até mesmo com um pesadelo. Para a Forrester, esses cenários futuros perfeitos ou totalmente terríveis parecem improváveis. As empresas precisam de um plano para criar futuras experiências que não deixem os funcionários sem trabalho ou com trabalhos que lhes demandem pouco.

Por meio do relatório “Comece a projetar o futuro humano-máquina no ambiente de trabalho agora”, as organizações poderão ajudar seus colaboradores a prosperarem quando trabalharem com robôs e inteligência artificial. Para isso, a empresa de pesquisa estabelece três princípios que devem ser seguidos pelos CIOs para criar experiências futuras para os funcionários:

1. Deixe os funcionários livres para realizarem trabalhos mais importantes

A grande tragédia das tecnologias modernas é que elas colocaram o ônus sobre trabalhadores ocupados e com altos salários para fazer seu próprio trabalho administrativo – desde o agendamento de reuniões até relatórios de despesas.

Por que não entregar tudo às máquinas? Assistentes pessoais devem assumir tarefas rotineiras, como agendar reuniões e fazer anotações. As empresas podem obter uma enorme capacidade produtiva para seus ativos humanos mais valiosos quando fazem isso, avalia Samuel Stern, analista principal da Forrester.

2. Adapte a AI aos humanos, não aos humanos à AI

Por muito tempo, as pessoas tiveram que se adaptar às suas máquinas, e isso deve mudar. Uma maneira de fazer com que a AI sirva aos humanos é colocá-la em modelos existentes de software ou interação. “Chamamos isso de ‘AI cotidiana’”, comenta Stern. Ele cita a Microsoft como exemplo, uma vez que a empresa está usando o aprendizado de máquina para simplificar várias tarefas existentes.

Isso permite que o Outlook classifique emails de forma automática na caixas de entrada dos funcionários e identifique números em recibos para preencher relatórios de despesas automaticamente. Essa é uma maneira de simplificar ou agregar valor, sem exigir muito dos humanos.

3. Faça da humanidade uma força

Máquinas podem ser ingênuas e irracionais. À medida que as companhias buscam mais colaboração entre humanos e máquinas, devem honrar o que nos torna humanos. “Uma força humana-chave é o nosso julgamento, que ajuda a evitar o literalismo da AI”, explica Stern.

Por exemplo, se a AI sugere algo como parte de seu processamento de linguagem natural que não faz sentido, o ser humano pode anular a AI. A tarefa de verificar o trabalho da máquina aumenta a confiança entre os funcionários de que as funções desempenhadas por ela fazem sentido para os seres humanos. O sistema sugere respostas para os seres humanos durante as sessões de bate-papo ao vivo, mas se o funcionário ignora a resposta sugerida, essa decisão é transmitida ao banco de dados de respostas, exemplifica o analista.

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