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2021 deve marcar grande momento da computação em nuvem

O conceito de computação em nuvem é discutido no mercado de tecnologia há pelo menos dez anos, desde quando, em 2006, Eric Schmidt, do Google, falou em conferência para desenvolvedores sobre o assunto. Na época, ele dizia que poucos entenderiam o potencial do que ele chamava de cloud computing. Mas o fato é que passado todos esses anos, o modelo ainda não atingiu seu ápice e deve levar mais um tempo até que isso aconteça. Pelo menos é o que apontam as projeções compartilhadas pelo CEO da VMware Pat Gelsinger.

O executivo apresentou os dados durante a abertura do VMworld, evento da companhia para clientes e parceiros que acontece em Las Vegas (EUA). Desde 2006, quando o modelo começou a ser construído, a sociedade saiu de um ambiente onde 2% era considerado nuvem e 98% tradicional para 73% tradicional, 15% em nuvem pública e 12% em nuvem privada em 2016. 

Mas o grande momento deve vir a partir de 2021, quando 50% dos ambientes de TI rodarão no modelo de nuvem, sendo 30% pública e 20% privada. Da parte pública, 14% deverá ser SaaS e 16% IaaS. Isso ainda deixará um longo caminho a ser perseguido para que essa arquitetura mais eficiente realmente prevaleça em detrimento de modelos tradicionais. Mas isso, apresentou Gelsinger, só deve ocorrer mesmo em 2030, quando 52% será nuvem pública, 29% privada e 19% no tradicional.

Nesta toada, o executivo vê grandes oportunidades no mercado de hosting. “Trata-se de um mercado de US$60 bilhões atualmente que, em 2021, deverá chegar a US$ 110 bilhões, falando de serviços gerenciados. Esse movimento está acelerado, saindo do hosting tradicional para um serviço realmente de nuvem”, comentou. “Com essa mudança, o hardware não vai mais ser operado pelas corporações, mas por provedores de serviços. Esse ano a curva de data center construído por provedores deve passar a de construída por grandes corporações.”

Ainda em seu discurso, o CEO fez questão de lembrar que, embora muito se fala sobre transformação digital, apenas 20% dos negócios estão liderando de fato esse movimento. Cultura e tecnologia são citados por ele como os principais pilares dessa onda, que passa por reescrever regras e otimizar processos; já do lado da TI vem o uso massivo da nuvem, entre outros pontos que permitam automatizar o máximo de processos possível. 

*O IT Forum 365 viajou a Las Vegas a convite da VMware

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