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2016, o ano dos drones? Façam suas apostas

Antes, somente empresas aéreas tiravam vantagem dos ceús. Agora, companhias de diferentes setores, como varejo, construção, segurança e esportes, podem se beneficiar dos ares. Como? Usando drones ou veículos aéreos não tripulados em seus negócios. E, ao que tudo indica, 2016 pode ser o ano deles. Confira abaixo quatro previsões que reforçam essa visão.

1. Uso de drones em áreas rurais vai aumentar significativamente
Eles já estão sendo utilizados comercialmente em uma escala que pode surpreender o público. Empresas como Devon e Cornwall Police têm testado o uso de drones para monitorar acidentes de trânsito, procurar pessoas desaparecidas e gravar cenas de crime. Além disso, esses aparelhos estão sendo utilizados na agricultura para coletar dados sobre área de crescimento e outros.

A WWF-Brasil, por exemplo, já usa drones para proteger e monitorar animais e florestas no País. Essa é apenas a ponta do iceberg. Arqueólogos, por exemplo, podem obter uma visão rápida e fácil de um sítio de escavação. Pedreiras e minas também podem fazer uso dos veículos.

2. Drones vão transformar procedimentos de emergência
Austrália e Estados Unidos têm usado drones para entregar equipamentos médicos em áreas remotas. Como a capacidade de bateria desses aparelhos melhorando neste ano, tais procedimentos se tornarão mais frequentes.

Podemos esperar ainda a aplicação dos equipamentos em resposta a catástrofes ou situações de emergência. O potencial de drones para ajudar os serviços de emergência é quase ilimitado, podendo fornecer uma visão crítica de uma área de desastre para entrega de suprimentos até ajudar a localizar as vítimas de terremotos. Além disso, pode auxiliar policiais no monitoramento de atividades ilegais.

3. Países vão começar a pavimentar o caminho para estradas de drones
Assim como aviões que voam em áreas designadas, assim será o céu destinado para uso comercial de drones.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), por exemplo, já está executando essa tarefa e em 2015 começou a olhar para apresentação de propostas para melhorar a forma de abrir o espaço aéreo civil para os objetos.

Quando se trata de corredores de aviões teleguiados, a Europa está mais avançada do que os Estados Unidos. Isso porque, a Federal Aviation Authority (FAA), nos Estados Unidos, tem sido mais cautelosa em relação aos drones comerciais.

No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está prestes a regulamentar o uso de veículos aéreos não tripulados (Vant). Com a regulamentação, a Anac pretende viabilizar operações com esse tipo de equipamento sem colocar em risco a segurança das pessoas, bem como minimizar a burocracia e os ônus administrativos.


4. Regulamentação de drones
Há cinco anos, a FAA previu que em 2020 haveria cerca de 15 mil drones nos EUA. Esse número não está perto do que é vendido hoje no país. Tal como acontece com todas as novas tecnologias, será necessário uma regulamentação para seu uso, como já vem acontecendo em alguns países.

O que é muito provável é que em 2016 avancem regulamentações de drones. Mas enquanto os céus não estão movimentados com tantos drones, certamente haverá mais buzz em terra.

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